Thursday, May 07, 2026
“O amor, a gente demonstra.
O respeito, a gente oferece.
A bondade, a gente distribui.
O perdão, a gente pratica.
O amor próprio, a gente utiliza.
E não importa se o outro não vai
ser como nós.
Reciprocidade é uma roupa que nem
todos sabem vestir, mas o que vale
é a consciência de que estamos
no caminho certo, mesmo que ninguém perceba, venha aplaudir ou
reconhecer.
O que importa é nós e Deus sabermos
o que somos, porque a recompensa
sobre nossos atos não vem do homem,
mas de Deus.”
(Yla Fernandes) ![]()
1907.
O governo brasileiro envia Carlos Chagas ao interior de Minas Gerais.
Missão: conter um surto de malária numa região perdida às margens do Rio
São Francisco.
Ele monta acampamento em Lassance.
Fica dois anos ali.
E foi nesse fim de mundo que a história da medicina mudou.
Trabalhando nas casas rurais, Chagas nota um inseto estranho infestando
as paredes e os telhados.
Os moradores chamavam de barbeiro.
Picava o rosto das pessoas enquanto dormiam.
Chagas captura os insetos.
Examina o intestino deles.
Encontra algo que nenhum cientista no mundo tinha visto antes.
Um protozoário desconhecido.
Nomeia de Trypanosoma cruzi, em homenagem ao seu mentor Oswaldo Cruz.
Em questão de meses, sozinho, descreve o que parasitologistas levariam
décadas para mapear.
O parasita.
O inseto transmissor.
O ciclo de vida completo.
Os sintomas agudos e crônicos.
O comprometimento cardíaco.
A possibilidade de morte súbita.
Tudo. Sozinho. Em poucos meses.
Isso nunca tinha sido feito antes na história da medicina.
1909. Chagas publica a descoberta.
A Europa reconhece imediatamente.
Em 1912, recebe o Prêmio Schaudinn, concedido a cada 4 anos ao maior
trabalho mundial em protozoologia.
Na Europa, era tratado como um dos maiores cientistas vivos.
Mas no Brasil, seus próprios colegas começavam a conspirar contra ele.
Um grupo de médicos passou a afirmar publicamente que a doença de Chagas
não existia.
Que ele havia inventado tudo para ganhar prestígio.
Não era discordância científica.
Era inveja, ego e disputa de poder registrada em atas.
1913. Primeira indicação ao Nobel de Medicina.
1918. Segunda indicação.
Entre 1921 e 1922, a Academia Nacional de Medicina realiza sessões
plenárias abertamente hostis a Chagas.
Uma campanha pública, articulada, documentada.
Enquanto o Comitê Nobel em Estocolmo avaliava sua candidatura.
Em 16 de abril de 1921, Chagas foi descartado.
Nenhum Nobel de Medicina foi concedido naquele ano.
Carlos Chagas morreu em 1934.
Aos 55 anos.
De ataque cardíaco.
Sem o Nobel.
Sem o reconhecimento que merecia.
Hoje a doença de Chagas afeta mais de 6 milhões de pessoas nas Américas.
É reconhecida como uma das maiores descobertas médicas do século XX.
Os nomes dos médicos que tentaram destruí-lo estão nos arquivos.
A maioria das pessoas nunca vai conhecê-los.
Às vezes o maior obstáculo de um gênio não é o sistema internacional.
É a mesa ao lado.
Educação, também é ser pontual e chegar
à hora combinada a um compromisso, porque é sinal de que respeitamos
o tempo do outro.
Educação, também é não fazer reparos desnecessários e cruéis sobre o
aspecto
do outro.
Educação, também é não nos servirmos
à mesa, de forma a que os outros fiquem com pouco ou nada.
Educação, também é ajudar o dono da casa, que se esforçou por nossa
causa.
Educação, também é não fazer perguntas embaraçosas e que não nos dizem
respeito.
Educação, também é não tomarmos liberdades na casa dos outros,
como se estivéssemos na nossa casa.
Educação, também é não ocuparmos
o tempo do outro com coisas desnecessárias, ou seja, não ter respeito
pelo tempo e atividades alheias.
Educação é muito mais do que o que
se ensina na escola ou do que as boas maneiras aprendidas em casa.
Educação é empatia, sensibilidade, inteligência emocional, capacidade
de análise e de escutar.
(Ana Silvestre) ![]()
EU CREIO EM DEUS
Certa feita meus
filhos pela voz da filha, ainda criança de 8 anos, vendo -me estar sentindo
algumas dores perguntou-me ! Pai como a gente pode ajudar o senhor ?
Respondi : Apenas falem com Deus.
A minha intenção era afirmar para
eles que havia no mundo um ser superior, que estudado por um ateu, o Psiquiatra
Augusto Cury, bem como os seus
apóstolos, converteu - se ao Cristianismo.
Difícil é perceber que o seu maior peso emocional não é a idade, mas a insistência em carregar problemas que não pertencem mais a você
Muitas pessoas chegam aos 60 anos culpando o
corpo pelo cansaço crônico. Atribuem a falta de vitalidade ao metabolismo lento
ou às dores articulares. No entanto, a psicologia clínica e a neurociência
sugerem um diagnóstico diferente: não é o tempo que está pesando, mas o que
você decidiu carregar através dele.
O fenômeno de carregar “problemas que não lhe
pertencem” — sejam crises financeiras de filhos adultos, conflitos de terceiros
ou mágoas do passado — tem raízes científicas e consequências biológicas
mensuráveis.
1. O Conceito de
Diferenciação do Self
O psiquiatra Murray
Bowen, pioneiro na terapia familiar, introduziu o conceito de Diferenciação do Self. Indivíduos com baixa
diferenciação têm dificuldade em separar seus processos emocionais dos
processos dos outros.
Para muitos adultos mais velhos, a identidade
foi tão moldada em torno de “resolver problemas para a família” que, mesmo
quando os filhos crescem, o cérebro continua em estado de hipervigilância.
Carregar o problema de um filho adulto não é apenas um ato de amor; muitas
vezes, é uma incapacidade neurocognitiva de estabelecer limites emocionais, o
que gera um dreno de energia constante que mimetiza o cansaço da velhice.
2. A Teoria da Seletividade Socioemocional
A
Dra. Laura Carstensen, psicóloga de Stanford, desenvolveu a Teoria da Seletividade Socioemocional. Ela demonstra
que, à medida que as pessoas envelhecem e percebem que o tempo é finito, elas
tendem a priorizar objetivos emocionais que tragam satisfação e paz.
O “peso” surge quando há um conflito entre essa
necessidade biológica de paz e a insistência em manter-se emaranhado em dramas
alheios. O estudo mostra que idosos que conseguem “filtrar” o que merece sua
atenção emocional vivem não apenas melhor, mas por mais tempo. O estresse de
carregar problemas alheios mantém o cortisol elevado, o que acelera o encurtamento dos telômeros (marcadores
biológicos do envelhecimento celular).
3. O Custo Biológico do “Altruísmo Patológico”
Um
estudo publicado na Proceedings of the
National Academy of Sciences (PNAS) sugere que o
estresse crônico derivado de cuidar excessivamente de outros (sem limites
claros) pode comprometer o sistema imunológico. Quando você insiste em carregar
a culpa ou o fardo de alguém, seu corpo entra em modo de “luta ou fuga”. Na
maturidade, a recuperação desse estado é mais lenta.
Portanto,
o que chamamos de “peso da idade” é, muitas vezes, o estresse alostático — o
desgaste acumulado de um sistema nervoso que nunca se permitiu descansar porque
estava ocupado demais sendo o para-raios da família.