Friday, May 23, 2025

VIVER É DESENHAR SEM BORRACHA


 

CARTA ABERTA A TODOS QUE PERDERAM SEUS PAIS

 

Todos nós temos medo de dois dias em nossas vidas, por mais que tentemos não pensar nisso.

O dia em que sua mãe se for. O dia em que seu pai se for.

E eu propositalmente não uso a palavra "morrer". Porque os pais nunca morrem.

Eles partem, sim. Não estão mais ao nosso lado fisicamente, sim.

Mas não desaparecem. Assim como o verdadeiro amor nunca morre.

Se você está lendo estas linhas agora, então você sabe do que estou falando.

Não importa se você perdeu seu pai ou sua mãe há muitos anos ou há pouco tempo,

sua vida já claramente se dividiu em duas partes: "antes" e "depois".

O vazio no coração ainda existe e não há para onde fugir disso.

Com o tempo, a dor começa a diminuir, mas nunca desaparece por completo.

Você apenas aprende a viver com ela. A se alegrar com a vida e a rir em voz alta com esse buraco no peito.

E é disso que a vida é feita.

É isso o que os nossos pais gostariam saber que estamos vivos, que conseguimos seguir em frente, que somos a continuação deles aqui na Terra.

E isso significa que tudo valeu a pena.

Perder os pais é uma das provas mais difíceis da vida.

Mesmo que você tenha discutido com eles, mesmo que tenha saído de casa ao entrar na faculdade isso não torna a dor menor.

Dói tanto quanto para aqueles que foram próximos dos pais, que passaram muito tempo com eles e ligavam todos os dias.

Afinal, estamos perdendo aqueles que estiveram conosco desde os primeiros dias de nossas vidas, aqueles cujo corpo nos deu forma desde um pequeno ponto até nos tornarmos bebês completos.

Aceitar isso, deixar ir... é extremamente difícil.

Seus pais foram as primeiras pessoas que você viu neste mundo.

Eles te ensinaram a falar, a andar, a segurar uma colher, a ler, a escrever...

Foram eles que moldaram quem você é hoje.

Eles não foram perfeitos.

Assim como você, assim como qualquer outro ser humano na Terra.

Mas fizeram o possível para tornar sua existência neste mundo mais confortável,

para te ensinar a sobreviver, a lutar e a ser uma boa pessoa.

Se sempre agiram da melhor forma ou não  é outra questão.

Mas há uma coisa que podemos afirmar com certeza: eles estavam prontos para dar a vida por você.

Sem pensar duas vezes.

Sem arrependimento.

Com um sorriso no rosto.

Eles se preocupavam e lutavam por você como ninguém mais jamais fará.

Independente das suas crenças, se você acredita em Deus ou não, o fato é este: agora que eles já não estão neste mundo, não podem mais te ajudar fisicamente.

A pessoa que sempre esteve ao seu lado, que fez tanto por você, agora está finalmente livre. Livre de tudo. E livre dessa luta constante por nós...

É triste que a vida seja assim: somos obrigados a nos despedir dos mais próximos e amados.

Aqueles que foram o nosso centro do universo.

Mas não há como evitar isso. E essa dor precisa ser vivida até o fim.

Mesmo quando você achar que está melhor, a dor ainda voltará de tempos em tempos.

Com uma música que você ouvirá por acaso na rua, com os óculos antigos do seu pai que você encontrará no armário, com a xícara preferida da sua mãe...

E mais ainda em datas comemorativas, quando você sentirá com força que já não há mais para onde ir "visitar".

Quando perceberá que sente falta daqueles encontros de família, que às vezes até achava cansativos ou chatos.

Você terá que aprender a viver sem eles.

De uma forma que a tristeza e a dor não escureçam sua vida.

De uma forma que sua vida seja exatamente como eles gostariam de ver feliz.

Sua mãe ou seu pai não gostariam que você vivesse em lágrimas, sem se alegrar com a vida depois da partida deles.

A pessoa que significou tanto para você desejaria justamente o contrário: que você continuasse vivendo, descobrindo algo novo e bonito a cada dia.

Esse era o objetivo da vida deles na Terra que o filho deles fosse feliz.

E por isso, você não deve decepcioná-los.

Aproveite cada minuto da vida e cada novo nascer do sol.

E não se esqueça de que mesmo agora, quando sua mãe ou seu pai não estão mais ao seu lado eles ainda estão com você.

Chame isso de mundos paralelos, memória luminosa ou como preferir o importante é: seus pais permanecem com você.

Você pode não vê-los, não ouvi-los, mas sente a presença deles.

Não viva essa dor sozinho. Compartilhe com os outros membros da família.

Acredite, você não é o único sentindo essa dor.

Lembre momentos felizes, procure apoio uns nos outros.

Isso ajuda muito.

Mais do que pode parecer à primeira vista.

Converse sobre isso com seus amigos, colegas.

Todos nós teremos que passar por essa experiência mais cedo ou mais tarde.

E você vai se surpreender ao ver como o coração se alivia ao compartilhar.

Essa é a vida todos nós enfrentamos provações difíceis, e o apoio das pessoas pode ser uma verdadeira salvação.

Nossa presença na Terra é muito breve,

e só podemos prolongar a vida dos que partiram de uma forma: mantendo a memória deles viva em nossos corações.

Conte sobre eles aos seus filhos, netos.

Lembre-se dos entes queridos em festas e reuniões de família.

Às vezes, sentiremos como se eles estivessem por perto basta estender a mão.

Esse é o paradoxo da vida: permanecemos mesmo depois de partir.

Na memória. No coração. Na alma.

Se você sempre lembrar e falar deles, eles viverão para sempre.

Logo após a perda, parece que suas lágrimas nunca secarão e que a ferida no coração jamais cicatrizará.

Mas não deixe o luto te afundar e esconder o sol. Enxugue as lágrimas, olhe pela janela a vida continua.

Sua mãe e seu pai não gostariam que você estivesse chorando e sem alegria.

Eles são sua fonte de vida e sua fonte de felicidade.

Eles te deram ao mundo para que você o tornasse melhor e encontrasse sua própria felicidade.

Não os decepcione.

Sorria, ria, viva.

Seus pais sentem isso, onde quer que estejam.

E você sente também, não é?

 

QUE BOM




 

SINTO AUSENCIA

 

“Não é quem sente sua falta às duas da manhã, sozinho no quarto, lutando contra o sono e o silêncio.

É quem sente sua ausência às três da tarde, no meio do riso fácil com os amigos, e de repente pensa: ‘Queria que você estivesse aqui.’

Porque sentir falta na solidão é fácil — qualquer um sente.

Difícil é lembrar de alguém quando o mundo está leve, quando tudo parece bem… e mesmo assim, a presença daquela pessoa faria tudo ser ainda melhor.

Isso não é carência. Isso é conexão. Isso é real.”

— Charles Bukowski

CANSAÇO

 Há um cansaço que não se vê. Um cansaço que se cola à pele como se fosse nosso desde sempre, como se tivesse nascido connosco. Um peso que não se mede em quilos mas em silêncios. Porque há silêncios que gritam mais do que qualquer desabafo. E é aí que tudo mora. Nesse espaço entre o que engulo e o que não digo. Entre o que sinto e o que mostro.

Ser mulher segura não tem nada de poético. Não é capa de revista nem frase inspiradora. Ser mulher segura é saber exactamente onde dói e mesmo assim ir. Mesmo assim levantar. Mesmo assim sorrir à criança, ao colega, ao estranho que pergunta “estás bem?” e espera só um aceno, não uma resposta.
A força não se escolhe, aprende-se. À força. Aprende-se a ser o colo quando ninguém o tem para nos dar. Aprende-se a não pedir. Aprende-se a não precisar. Aprende-se a seguir, mesmo com o peito a arder e as pernas a ceder. E esse “tudo bem” que se diz tantas vezes é uma forma de não chatear. De não pesar. De não ser problema.
Sabem lá o preço. Sabem lá o que é ir ao fundo e voltar sem que ninguém repare que se afundou. Sabem lá o que é acordar com o mundo inteiro às costas e continuar como se nada fosse. Sabem lá o que é ser forte porque é o que esperam de ti, não porque se quer.
Não sabem. Nem precisam. Porque ser assim não é para mostrar, é para aguentar. E eu aguento. Com tudo o que isso custa. Com tudo o que já custou.

Monday, May 19, 2025

FAMÍLIA, LUGAR DE PERDÃO.

 Não existe família perfeita. Não temos pais perfeitos, não somos perfeitos, não nos casamos com uma pessoa perfeita nem temos filhos perfeitos. Temos queixas uns dos outros. Decepcionamos uns aos outros. Por isso, não há casamento saudável nem família saudável sem o exercício do perdão.

O perdão é vital para nossa saúde emocional e sobrevivência espiritual. Sem perdão a família se torna uma arena de conflitos e um reduto de mágoas.
Sem perdão a família adoece. O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente e a alforria do coração. Quem não perdoa não tem paz na alma nem comunhão com Deus.
A mágoa é um veneno que intoxica e mata. Guardar mágoa no coração é um gesto autodestrutivo. É autofagia. Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente.
E por isso que a família precisa ser lugar de vida e não de morte; território de cura e não de adoecimento; palco de perdão e não de culpa. O perdão traz alegria onde a mágoa produziu tristeza; cura, onde a mágoa causou doença.*
Créditos: Caminho Da Luz

VÊS ESTA MULHER

Vês esta mulher?
Ela foi zombada, humilhada, desprezada e posta de lado…
Tudo isso por um simples motivo:
Ela nasceu mulher.
O nome dela? Grazia Deledda.
Filha das colinas áridas de Nuoro, Sardenha —
um lugar onde meninas aprendiam a costurar, não a sonhar.
Com apenas 9 anos, foi retirada da escola.
“Educação não é para garotas”, disseram.
Mas Grazia recusou-se a ser moldada.
Ela estudou em segredo, devorando livros emprestados,
tecendo histórias no silêncio.
Adolescente, publicou seu primeiro conto.
Ela sorriu.
A vila, chocada, cochichou:
“Que vergonha! Uma mulher… escrevendo!”
Os vizinhos murmuravam.
O padre reprovava.
A própria família a olhava com frieza.
O lugar da mulher era na cozinha, não nas páginas.
Mas Grazia era feita de outra matéria:
coragem e teimosia.
Ela escreveu quando todos dormiam.
E em cada linha, ergueu sua voz.
Anos depois, mudou-se para Roma.
Ao seu lado, um homem que não a diminuiu,
mas a levantou:
Palmiro Madesani.
Não apenas um marido,
mas seu escudo, sua âncora, seu fôlego.
Enquanto o mundo zombava dessa mulher que ousou escrever
e desse homem que ousou apoiá-la,
eles responderam com o mais poderoso dos gritos:
o silêncio do trabalho bem feito.
Grazia escreveu sobre mulheres indomáveis,
homens feridos
e terras selvagens que refletiam sua alma inquebrantável.
E então, o mundo se calou.
Em 1926, Grazia Deledda —
a menina proibida de estudar —
tornou-se a primeira mulher italiana a conquistar o Prémio Nobel de Literatura.
Quando subiu ao palco, não estava só.
De mãos dadas, estava Palmiro —
o homem que provou que amar uma mulher é ajudá-la a crescer, não podá-la.
Porque o amor verdadeiro não te manda calar.
Ele te levanta mais alto quando o mundo quer te derrubar.
Grazia, obrigada.
Por mostrar ao mundo que ser mulher
nunca foi e nunca será fraqueza.
É ser história em carne e osso.




HENRY FORD

 Quando Henry Ford pediu o hotel mais barato da cidade, todos ficaram perplexos.

Ele acabava de chegar à Inglaterra — já um bilionário, já um dos homens mais famosos do mundo.
Mas em vez de luxo, dirigiu-se calmamente ao balcão de informações e perguntou:
“Qual é o lugar mais barato para ficar?”
O funcionário hesitou.
Casaco gasto. Mala simples. Voz tranquila.
Mas, ao observar melhor, percebeu: aquele era Henry Ford — o nome por trás de um império.
“Senhor… o senhor não é o Sr. Ford?”, perguntou surpreso.
Ford respondeu com um leve aceno:
“Sim, sou.”
Ainda desconcertado, o funcionário disse:
“Mas seu filho sempre se hospeda nos melhores hotéis, usa os melhores ternos… E o senhor está aqui, pedindo o quarto mais barato, com esse casaco antigo…
Por quê?”
Ford sorriu, com a serenidade de quem já entendeu o essencial:
“Porque eu não preciso de mais do que um lugar para dormir.
Onde quer que eu fique — ainda sou Henry Ford.
E este casaco? Era do meu pai. Me aquece. É o suficiente.”
Fez uma pausa. E acrescentou:
“Meu filho ainda está aprendendo. Ainda se preocupa com o que os outros pensam.
Mas eu aprendi a parar de pagar por aprovação.
Não fiquei rico gastando. Fiquei rico entendendo o que importa… e o que não importa.”

AILTON PETRONIO DE CASTRO

 

Ailton Petrônio de Castro, natural de São Domingos do Prata/MG, é um homem de formação sólida e trajetória multifacetada, marcada por profundo comprometimento com a educação, a justiça social e o serviço à comunidade. Terceiro de oito filhos de José de Castro Perdigão (conhecido como Nô Barbeiro) e Analita Gomes Martins, nasce em um lar simples, mas rico em valores morais e laços familiares. É pai de Roberta e Renato, e avô orgulhoso do pequeno Dom — papéis que exerce com afeto e responsabilidade.

Desde a juventude, o homenageado demonstra sensibilidade, introspecção e forte vocação para o bem coletivo. Sua vida acadêmica é um reflexo claro de sua dedicação ao saber e à transformação social por meio do conhecimento. Consegue equilibrar com admirável dedicação ao trabalho, os estudos e a vida familiar. Inicia sua formação escolar no ensino primário, na Escola Estadual Cônego João Pio, em São Domingos do Prata/MG. Em seguida, cursa o ensino fundamental no Ginásio Sant’Ana, do Seminário Nossa Senhora de Fátima, em Itaúna/MG, retornando ao Prata para concluir o ginasial na Escola Estadual Marques Afonso. Forma-se como Técnico em Contabilidade, inicialmente no Colégio Comercial Municipal de São Domingos do Prata e posteriormente no Colégio Padre Lebret, em Belo Horizonte. Concluiu várias formações de nível superior: Licenciaturas em Letras (Português para 1o. e 2o. graus, Inglês p 1o.grau e suas Literaturas) pela PUC Minas, Pedagogia pela Fundação Educacional de João Monlevade, Bacharelado em Direito pela FADOM (Faculdade de Direito do Oeste de Minas) e uma pós-graduação “Lato sensu” em Direito Público pela FADISETE (Sete Lagoas). Percorreu, semanalmente, longas distâncias entre cidades mineiras para estudar, sem jamais abandonar seu compromisso com a comunidade pratiana e sua família.

Ao retornar à sua Cidade natal, é recebido com confiança pela professora Maria Auxiliadora Perdigão, que o convida a lecionar inglês na Escola Estadual Marques Afonso, em substituição ao Frei Thiago Santiago. Assim tem início, em 1970, uma longa e honrada trajetória no Magistério, que se estende até sua aposentadoria em 2003. Ao longo dessa jornada, leciona disciplinas como Inglês, Português, Literatura e OSPB, chegando a ministrar até 36 aulas semanais. Em determinado período, também atua como Secretário de Educação do Município, a convite do então prefeito João Braz, e anteriormente exerce a função de inspetor escolar na Superintendência Regional de Ensino de Nova Era. Em todas essas funções, destaca-se pelo compromisso com o diálogo, a escuta atenta e o respeito a estudantes, colegas e gestores.

Paralelamente à docência, funda com dois amigos o Escritório AGE (iniciais de Ailton, Geraldo (Gelinho Rosa) e Eduardo José de Castro), em 17 de novembro de 1970, que presta serviços nas áreas contábil e despachante. Além disso, exerceu a advocacia em várias áreas do direito, principalmente na esfera cível e previdenciária, ajudando muitas pessoas a resolverem questões jurídicas com clareza, responsabilidade e atenção, principalmente àquelas em situação mais vulnerável.

Também tem destacada atuação na vida pública. É eleito vereador em 1973 e posteriormente Vice-Prefeito de São Domingos do Prata em 1989, exercendo ambos os cargos com honestidade, serenidade e um firme compromisso com o bem comum. Participa ativamente de diversas instituições comunitárias e sociais, como o Nacional Esporte Clube (fundado por seu pai), Lions Clube, Prata Tênis Clube, Clube Recreativo Pratiano, Associação Comercial, Conferência de São Camilo de Lellis, além de obras sociais e da advocacia previdenciária gratuita.

Além de advogado, contabilista, educador e homem público, é uma pessoa naturalmente curiosa e estudiosa da vida de nossos antepassados e da história de São Domingos do Prata. Em seus textos, registros e relatos — sempre marcados por sensibilidade, precisão e afeto — ajuda a preservar a memória local, garantindo que essa história jamais se perca. Por meio da escrita, resgata e compartilha “Casos e Causos” de personagens icônicos que nasceram, viveram ou ainda vivem na cidade, promovendo o pertencimento e o orgulho da identidade pratiana.

Atualmente, Petrônio mantém um blog pessoal onde compartilha textos e reflexões sobre diversos temas, sempre com um olhar crítico, sensível e humanista. Também é voluntário na rádio da cidade Valle FM 101,3, contribuindo com conteúdo cultural e comunitário, reafirmando seu compromisso com a informação e o bem comum.

Homem de fé e convicções, o homenageado costuma afirmar que a prática do bem exige mente de homem e coração de menino. Para ele, o trabalho vai além da recompensa material: é missão, é prazer, é forma de expressão da dignidade humana. Acredita que a verdadeira essência da vida não está no que se possui, mas em quem se é.

Monday, May 12, 2025

BILL GATES

 Segundo Bill Gates, as sete profissões que a inteligência artificial não poderá substituir são:
1. Programadores: Apesar da IA auxiliar na codificação, a criação de soluções inovadoras requer criatividade e julgamento humano.
2. Profissionais de biotecnologia, energias renováveis e desenvolvimento de IA: Essas áreas demandam conhecimento multidisciplinar e sensibilidade que vão além da análise de dados.
3. Médicos: Embora a IA possa ajudar em diagnósticos, a tomada de decisões complexas e o cuidado empático com os pacientes são insubstituíveis.
4. Advogados: A interpretação das leis e a compreensão do contexto social exigem habilidades humanas que a IA não possui.
5. Educadores: A conexão emocional e a adaptação às necessidades individuais dos alunos são aspectos que a tecnologia não consegue replicar.
6. Profissionais de Recursos Humanos: A gestão de pessoas, resolução de conflitos e construção de culturas organizacionais saudáveis dependem de empatia e compreensão emocional.
7. Profissionais de Serviços Sociais: O apoio emocional e psicológico, bem como a intervenção em crises, requerem julgamento humano e habilidades que a IA não consegue reproduzir. #ia #ai #tecnologia #celular #dicas #computador

AUSÊNCIA

 “Não é quem sente sua falta às duas da manhã, sozinho no quarto, lutando contra o sono e o silêncio.

É quem sente sua ausência às três da tarde, no meio do riso fácil com os amigos, e de repente pensa: ‘Queria que você estivesse aqui.’
Porque sentir falta na solidão é fácil — qualquer um sente.
Difícil é lembrar de alguém quando o mundo está leve, quando tudo parece bem… e mesmo assim, a presença daquela pessoa faria tudo ser ainda melhor.
Isso não é carência.
Isso é conexão.
Isso é real.”
Charles Bukowski

CANSAÇO

 Há um cansaço que não se vê. Um cansaço que se cola à pele como se fosse nosso desde sempre, como se tivesse nascido connosco. Um peso que não se mede em quilos mas em silêncios. Porque há silêncios que gritam mais do que qualquer desabafo. E é aí que tudo mora. Nesse espaço entre o que engulo e o que não digo. Entre o que sinto e o que mostro.

Ser mulher segura não tem nada de poético. Não é capa de revista nem frase inspiradora. Ser mulher segura é saber exactamente onde dói e mesmo assim ir. Mesmo assim levantar. Mesmo assim sorrir à criança, ao colega, ao estranho que pergunta “estás bem?” e espera só um aceno, não uma resposta.
A força não se escolhe, aprende-se. À força. Aprende-se a ser o colo quando ninguém o tem para nos dar. Aprende-se a não pedir. Aprende-se a não precisar. Aprende-se a seguir, mesmo com o peito a arder e as pernas a ceder. E esse “tudo bem” que se diz tantas vezes é uma forma de não chatear. De não pesar. De não ser problema.
Sabem lá o preço. Sabem lá o que é ir ao fundo e voltar sem que ninguém repare que se afundou. Sabem lá o que é acordar com o mundo inteiro às costas e continuar como se nada fosse. Sabem lá o que é ser forte porque é o que esperam de ti, não porque se quer.
Não sabem. Nem precisam. Porque ser assim não é para mostrar, é para aguentar. E eu aguento. Com tudo o que isso custa. Com tudo o que já custou.

A VIDA NÃO ESPERA

 "A vida não espera. A gente pisca, e lá se vão anos, os planos, as pessoas. Um dia estamos brincando na calçada, no outro, segurando boletos e engolindo lágrimas em silêncio.
Crescer é bonito, mas também é pesado.
Vamos colecionando saudades, palavras não ditas e memórias que doem e aquecem ao
mesmo tempo.
Vivemos na pressa,
querendo chegar, conquistar, provar... mas quase sempre esquecemos de viver o agora.
E é no agora que mora tudo o que importa: o olhar de quem ama, o café com riso, a mão que aperta a sua quando o mundo desaba.
Por isso, não se perca tentando ter tudo.
Tenha o essencial: presença, verdade, afeto e gratidão. Porque no fim, a vida não se mede em conquistas, mas em momentos que fizeram o coração respirar mais devagar."
Desconheço a autoria.

METÁFORA

 "A casa da gente é uma metáfora da nossa vida, é a representação exata e fiel do nosso mundo interior. Li essa frase outro dia e achei perfeito.
Poucas coisas traduzem tão bem nosso jeito de ser como nosso jeito de morar.
Tudo pode ser revelador: se deixamos a comida estragar na geladeira, se temos a mania de deixar as janelas sempre fechadas, se há coisas para consertar. Isso também é estilo de vida.
Há casas em que tudo o que é aparente está em ordem, mas reina confusão dentro dos armários.
Há casas tão limpas, tão lindas, tão perfeitas que parecem cenários: faz falta um cheiro de comida e um som vindo lá do quarto.
Há casas escuras. Há casas feias por fora e bonitas por dentro. Há casas pequenas onde cabem toda a família e os amigos, há casas com lareira que se mantêm frias, há casas prontas para receber visitas e impróprias para receber a vida.
Pode parecer apenas o lugar onde a gente dorme, come e vê televisão, mas nossa casa é muito mais que isso. É a nossa caverna, o nosso castelo, o esconderijo secreto, onde coabitamos com nossos defeitos e virtudes."
Martha Medeiros

SOBRE A DOR

 Há dias, perguntaram-me qual foi a dor mais forte que consegui suportar. Fiquei em silêncio por um instante, não porque não soubesse a resposta, mas porque algumas dores não se explicam com palavras.

Pensei nas dores físicas – aquelas que marcam a pele, cortam a carne. Sim, já senti algumas. Mas a dor mais intensa que já suportei não deixou cicatrizes visíveis. Ela não sangrou, não latejou de uma forma que pudesse ser curado com remédios ou repouso. Foi uma dor que se alojou na alma, que silenciou o meu riso, que tornou os meus dias longos e as noites insuportáveis.

Foi a dor da perda, da despedida inesperada, do vazio deixado por alguém que partiu sem aviso. Foi a dor de um adeus sem retorno, de um amor que se desfez sem explicação, de um sonho que desmoronou diante dos meus olhos sem que eu pudesse segurá-lo.

E o mais curioso? Sobrevivi. A dor atravessou-me, rasgou-me por dentro, mas não me destruiu. Porque, no fim, descobri que algumas dores não são feitas para serem esquecidas, mas para serem transformadas. E, talvez, a maior força que temos seja essa: a de seguir adiante, mesmo carregando as marcas invisíveis do que um dia nos feriu.

Carlos Cabrita

O PODEROSO CHEFÃO

 "Antes de me tornar “O Poderoso Chefão”, dormi em um sofá emprestado, sonhando em conseguir até mesmo o menor papel.

Meu nome é Alfredo James Pacino. Nasci no East Harlem, em Nova York. Meu pai foi embora quando eu ainda era criança, e minha mãe — lutando para pagar as contas — me criou da melhor maneira possível.
Não tínhamos luxo, nem planos para o futuro. Mal tínhamos o suficiente para o dia de hoje.
Aos 17 anos, larguei a escola e trabalhei onde podia: entregando mercadorias, controlando ingressos de cinema, até limpando escritórios.
Mas, no fundo, minha alma pertencia ao palco — mesmo que poucos soubessem disso.
Tentei entrar em todas as escolas de teatro que encontrei... e fui rejeitado muitas vezes.
Dormia na casa de amigos, às vezes até na rua.
Houve dias em que mal comia, mas nunca perdi um ensaio.
Morava em um pequeno apartamento cheio de baratas e com o teto pingando.
Mesmo assim, acordava todos os dias com a esperança de que alguém, algum dia, me visse atuar.
E finalmente — alguém viu.
Quando recebi a ligação para O Poderoso Chefão, nem todos no estúdio estavam convencidos.
Diziam que eu era baixo demais, que não tinha a presença necessária para interpretar Michael Corleone.
Mas Francis Ford Coppola acreditou em mim.
E com esse papel... minha vida mudou para sempre.
Depois vieram Scarface, Perfume de Mulher, Fogo Contra Fogo...
Mas cada personagem que interpretei era mais que um papel — era uma cicatriz disfarçada de fala.
Porque eu não estava apenas atuando. Estava sobrevivendo através da minha arte.
“Al Pacino não nasceu com um caminho pavimentado... Ele construiu o seu com cada ‘não’, cada lágrima, e cada noite em que atuar era a única coisa que o mantinha vivo.”
“Algumas vidas não são salvas pela sorte... São salvas pela paixão.”
(Al Pacino)

Thursday, May 08, 2025

MERYL STREEP - ATRIZ AMERICANA

 "Eu me dedico a mim mesma, pelo resto da minha vida, sem pressa, sem desculpas. Não sei quanto tempo me resta, mas quero passá-lo permanecendo fiel a quem eu sou, sem deixar que ninguém perturbe minha paz interior. Agora me concedo o direito de abrir uma garrafa de vinho sem motivo específico, de comprar flores para mim sem esperar que alguém as dê, de caminhar sem nunca olhar para trás. A felicidade me encontrou no dia em que parei de procurá-la nos outros e a descobri dentro de mim. A vida não pode ser repetida. E eu decidi vivê-la ao máximo."

— Meryl Streep

MUSICA DOCE