Wednesday, November 29, 2023

 AGRADECENDO A DEUS

 

```Um famoso escritor estava em sua sala de estudo. Pegou a caneta e começou a escrever:

 

📌 No ano passado precisei fazer uma cirurgia para a retirada da vesícula biliar. Tive que ficar de cama por um bom tempo.

 

📌 Nesse mesmo ano, cheguei a idade de 60 anos e tive que renunciar ao meu trabalho favorito. Havia permanecido 30 anos naquele editorial.

 

📌 No mesmo ano, experimentei a dor pela morte de meu pai e meu filho fracassou em seu exame médico porque  teve um acidente  de automóvel e ficou hospitalizado por vários dias. A destruição do carro foi outra perda.

 

Ao final escreveu:

“FOI UM ANO MUITO MAL!”

 

✅ Quando a esposa do escritor entrou na sala, o encontrou triste em meio aos seus pensamentos. Por trás dele, leu o que estava escrito no papel.

 

Saiu da sala em silêncio e voltou com outro papel que colocou ao lado do papel de seu marido. 

 

Quando o escritor viu o papel, encontrou escrito o seguinte:

 

💞 No ano passado finalmente me desfiz de minha vesícula biliar, depois de passar anos com dor.

 

💞 Completei 60 anos com boa saúde e me retirei do meu trabalho. Agora posso utilizar meu tempo para escrever com maior paz e tranquilidade.

 

💞 No mesmo ano, meu pai, com a idade de 95 anos, sem depender de nada e sem nenhuma condição crítica, conheceu seu Criador.

 

💞 No mesmo ano, Deus abençoou o meu filho com uma nova oportunidade de vida. Meu carro foi destruído, mas meu filho ficou vivo sem nenhuma sequela.

 

Ao final, ela escreveu:

“ESSE ANO FOI UMA GRANDE BENÇÃO!”

 

❗Eram os mesmos acontecimentos, mas com pontos de vista diferentes.

 

❗Se refletimos bem, temos inúmeras razões para ser gratos a Deus.

 

```Um famoso escritor estava em sua sala de estudo. Pegou a caneta e começou a escrever:

 

📌 No ano passado precisei fazer uma cirurgia para a retirada da vesícula biliar. Tive que ficar de cama por um bom tempo.

 

📌 Nesse mesmo ano, cheguei a idade de 60 anos e tive que renunciar ao meu trabalho favorito. Havia permanecido 30 anos naquele editorial.

 

📌 No mesmo ano, experimentei a dor pela morte de meu pai e meu filho fracassou em seu exame médico porque  teve um acidente  de automóvel e ficou hospitalizado por vários dias. A destruição do carro foi outra perda.

 

Ao final escreveu:

“FOI UM ANO MUITO MAL!”

 

✅ Quando a esposa do escritor entrou na sala, o encontrou triste em meio aos seus pensamentos. Por trás dele, leu o que estava escrito no papel.

 

Saiu da sala em silêncio e voltou com outro papel que colocou ao lado do papel de seu marido. 

 

Quando o escritor viu o papel, encontrou escrito o seguinte:

 

💞 No ano passado finalmente me desfiz de minha vesícula biliar, depois de passar anos com dor.

 

💞 Completei 60 anos com boa saúde e me retirei do meu trabalho. Agora posso utilizar meu tempo para escrever com maior paz e tranquilidade.

 

💞 No mesmo ano, meu pai, com a idade de 95 anos, sem depender de nada e sem nenhuma condição crítica, conheceu seu Criador.

 

💞 No mesmo ano, Deus abençoou o meu filho com uma nova oportunidade de vida. Meu carro foi destruído, mas meu filho ficou vivo sem nenhuma sequela.

 

Ao final, ela escreveu:

“ESSE ANO FOI UMA GRANDE BENÇÃO!”

 

❗Eram os mesmos acontecimentos, mas com pontos de vista diferentes.

 

❗Se refletimos bem, temos inúmeras razões para ser gratos a Deus.

 Ser feliz ou ter razão?

Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro. Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.

Ele tem certeza de que é à direita. Discutem.

Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado.

Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber:

- Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais...

E ela diz:

- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!


MORAL DA HISTÓRIA


Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência: 'Quero ser feliz ou ter razão?

Outro pensamento parecido, diz o seguinte:


"Nunca se justifique; os amigos não precisam e os inimigos não acreditam".

Monday, November 13, 2023

 Médico diretor técnico de clínicas do Hospital das Clínicas.

Sério, competentíssimo e por isso muito respeitado, Arnaldo Lichtenstein, explica:

“Toda vez que ensino medicina clínica para estudantes de medicina do quarto ano, faço a seguinte pergunta:

"Quais são as causas da confusão mental em pessoas idosas?"

Alguns respondem: "Tumores na cabeça".

Eu respondo: Não!

Outros sugerem: "Os primeiros sintomas da doença de Alzheimer".

Eu respondo novamente: Não!

Com qualquer rejeição de suas respostas, eles ficam frustrados.

E ficam de queixo caído quando noto a causa mais comum:

Desidratação

Pode parecer uma piada; mas não, este último motivo não é suspeito e extremamente importante.

Pessoas com mais de 60 anos geralmente param de sentir sede e como resultado, param de beber líquidos.

Quando ninguém está por perto para lembrá-los de beber líquidos, eles secam rapidamente.

Desidratação severa e afeta todo o corpo.

Pode causar fraqueza muscular, fadiga, falta de motivação, confusão mental súbita, diminuição da pressão arterial, aumento da frequência cardíaca, angina (dor no peito).

Em casos muito extremos, coma e até morte.

Esse hábito de esquecer de beber líquidos começa aos 60 anos, quando temos pouco mais de 50% da água que precisamos ter em nosso corpo. Pessoas com mais de 60 anos têm um reservatório de água mais baixo.

Faz parte do processo natural de envelhecimento.

Mas há mais complicações.

Embora estejam desidratados, eles não sentem vontade de beber água porque seus mecanismos internos de equilíbrio não funcionam particularmente bem.

Resumo:

As pessoas com mais de 60 anos secam facilmente, não apenas porque têm menos água; Mas também porque não sentem a falta de água no corpo.

Embora as pessoas com mais de 60 anos possam parecer saudáveis, realizar reações e funções químicas pode ser prejudicial para todo o corpo.

Então aqui vão dois alertas:

1) Adquira o hábito de beber líquidos. Os líquidos incluem água, sucos, chá, água de coco, leite vegano, sopas e frutas ricas em água, como melancia, morango, melão e abacaxi;

A laranja e a tangerina também funcionam.

O importante é que a cada duas horas, você precisa beber alguns líquidos.

Lembre-se disso!

2) Alerta aos familiares: ofereça constantemente líquidos a pessoas com mais de 60 anos.

Ao mesmo tempo, observe-os.

Se você achar que eles repelem fluidos e ficam irritáveis, com falta de ar ou desatentos durante a noite, esses são quase certamente sintomas recorrentes de desidratação.

Você está inspirado a beber mais água agora?

Envie esta informação para outras pessoas.

Faça isso agora! Seus amigos e familiares precisam saber por si mesmos e ajudá-los a serem mais saudáveis e felizes!

É bom compartilhar com pessoas com mais de 60 anos.

Monday, November 06, 2023

SONHO BREVE

Sonhei que vivia num mundo de Paz, onde homens e mulheres davam as mãos, entendiam-se no silêncio de um abraço,davam-se todos como irmãos!

Sonhei que vivia num mundo de Amor, onde todas as crianças podiam ser crianças, tinham sonhos felizes e eram felizes todo o dia, tão alegres que a sua alegria alegrava toda a Terra e podia acabar com a guerra (que não cabia neste mundo de Paz).

Era um sonho lindo e capaz de caber no mundo onde eu vivo.

Mas foi um sonho breve...

Abri os olhos e não gostei do que vi...

Onde está a Paz?

( Céu Coelho )

❤


Friday, November 03, 2023

SANTO AGOSTINHO

A morte não é nada.

Eu somente passei

para o outro lado do Caminho.

Eu sou eu, vocês são vocês.

O que eu era para vocês,

eu continuarei sendo.

Me dêem o nome

que vocês sempre me deram,

falem comigo

como vocês sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo

no mundo das criaturas,

eu estou vivendo

no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene

ou triste, continuem a rir

daquilo que nos fazia rir juntos.

Rezem, sorriam, pensem em mim.

Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado

como sempre foi,

sem ênfase de nenhum tipo.

Sem nenhum traço de sombra

ou tristeza.

A vida significa tudo

o que ela sempre significou,

o fio não foi cortado.

Porque eu estaria fora

de seus pensamentos,

agora que estou apenas fora

de suas vistas?

Eu não estou longe,

apenas estou

do outro lado do Caminho…

Você que aí ficou, siga em frente,

a vida continua, linda e bela

como sempre foi.

- Santo Agostinho 

❤

Thursday, October 26, 2023

SILÊNCIO NECESSÁRIO

 

O silêncio faz grande falta na civilização contemporânea.
Fala-se em demasia, e, por conseguinte, fala-se do que se não deve, se não sabe, não convém, apenas pelo hábito de falar.
Na falta de um assunto edificante, ou com indiferença para com ele, utilizam-se de temas negativos, prejudiciais ou sórdidos, envilecendo a própria alma, enxovalhando o próximo e consumindo-se energias valiosas.
Há uma preocupação muito excessiva em falar, opinar, mesmo quando se desconhece a questão.
Parece de bom-tom a postura de referir-se a tudo, de tudo estar a par.
Aumenta, assim, a maledicência, confundem-se as opiniões, entorpecem-se os conteúdos morais das palavras.
Se cada pessoa falasse apenas o necessário e no momento oportuno, haveria um salutar silêncio na Terra.
Faze silêncio diante de observações pejorativas, de assuntos prejudiciais, matando, ao surgir, a informação malsã.
Quando te tragam opiniões infelizes, reclamações, queixas que põem mal diante de ti o ausente, seja ele quem for, não te deixes contaminar pelo morbo da palavra insensata.
Há pessoas que se autonomeiam fiscais do próximo e não se detêm a examinar a conduta, deste modo, reprochável.
Raramente, falam bem, referem-se ao lado bom das pessoas e dos acontecimentos.
Porque não era visível a antiga face oculta da lua, isto dava margem às mais variadas conjecturas, sempre exageradas, fantasistas.
Todas as pessoas possuem o seu lado oculto, certamente negativo em umas, quanto admirável noutras.
A observação sob alta dose de má vontade, apenas vê o que quer e fala o de que gosta.
Não opines mal a respeito de ninguém, mesmo que o outro mereça.
Tampouco, te deixes emaranhar pelos que falam mal do próximo. Eles terminarão por submeter-te à opinião que lhes apraz, armando-te contra aqueles com quem não simpatizam.
Falar bem ou mal é um hábito.
Quando as referências são acusadoras, levam a alma da vítima à morte, porém suicida-se também, aquele que sempre aponta o erro.
Usa o silêncio necessário.
Não a mudez caprichosa, vingadora. Mas a discreta atitude de quietação e respeito.
O silêncio faz bem àquele que o conserva.
Jesus calou muito mais do que falou. Os Seus silêncios sábios são o atestado mais expressivo do Seu amor pela humanidade.
Pensa nEle, quando chamado a falar intensamente e imita-O.
Divaldo Pereira Franco. Momentos de Coragem. Pelo Espírito Joanna de Ângelis.

PESSOAS ETERNAS


 

PAZ

 “Escolha a paz. Na sua casa, nas suas palavras, na sua voz. Escolha a bondade. Nos seus sonhos, nas suas relações, nas suas causas. Escolha o amor. No seu caminho, na sua história, na sua memória. Escolha a humildade. Na sua postura, na sua bravura, na sua coragem. Escolha a justiça. Nas suas decisões, na sua influência, na sua essência. Escolha Deus. Na sua prioridade, na sua fidelidade, na sua vida.”

Wednesday, October 25, 2023

SEGUNDO PENSADORES...

Segundo alguns pensadores o desprezo e a rejeição machucam muito o ser humano, não precisava tanto, bastava uma distância saudável. Contudo, recentemente ouvi falar de um tipo de comportamento que fere o outro : " a invasão desautorizada da privacidade", desrespeitando o livre arbítrio e os problemas pessoais e forma de viver do seu próximo ". Pesquisando, verifiquei que às vezes, ou quase sempre o algoz ou os algozes estão dentro da própria família. Então, pense nisto.

FILOSOFIA

 


O SAPO

O SAPO É UM DOS MAIORES CONTROLADORES DE PRAGAS E INSETOS... ELES SÃO ESSENCIAIS. NÃO JOGUEM SAL NELES. EU SEI, ELES SÃO FEIOS, MAS VOCÊ TAMBÉM É, E NIGUÉM JOGA SAL EM VOCÊ.

MEUS CADERNOS - VIAGEM PARA O COLÉGIO- PAULINO CÍCERO VASCONCELLOS


Quando terminamos a 27 de novembro de 1.947 o curso primário no, então, Grupo Escolar Cônego João Pio, chegou o momento de meu pai decidir para onde nos mandar, a mim e ao Paulo, que havíamos terminado juntos o curso, já que a solução foi a repetência dele no quarto ano para chegarmos juntos ao ginasial. Na verdade, fizemos juntos o exame de admissão e fomos lado a lado até o quinto ano da Faculdade de Direito.
Não havia estabelecimento ginasial no Prata. Nem em Nova Era. Muito menos em João Monlevade, onde o estadual só foi instalado em l.958. A região só conhecia um colégio de moças em Itabira e outro em Coronel Fabriciano. Lá o ciclo da estudantada masculina passava por Ponte Nova, Ouro Preto ou Belo Horizonte. Meu pai resolveu inovar, mandando-nos para o Ginásio Dom Bosco, de Cachoeira do Campo, do qual jamais havíamos ouvido falar. A bem da verdade, também, não conhecíamos o Santo. Quem era ele? Viemos a identifica-lo quando fomos matriculados como internos, naquelas paragens muito diferentes das nossas e carregadas do musgo da história.
No segundo ano, começou a crescer a população pratiana em Cachoeira. Primeiro, lá aportou o Raimundo Mendes, filho de Marino e neto de Dona Julieta. Mais tarde chegaram os Perpétuos, Primeiro e Segundo, gêmeos, filhos de Zé Pereira e Dona Izabel, tios do nosso ex-prefeito Quinzinho. Terminado o Ginásio, pulamos para o Colégio Arquidiocesano de Ouro Preto, onde a colônia de nossa terra era quase inumerável. Lá estavam os filhos de Dona Ita, Hilário e Hazenclever, o Haroldo Mendes, todos os filhos do Chico Fubá – eram três – além da turma dos Pereira de Santa Izabel, o Antônio João do Benjamim Torres, que viria a ser meu cunhado no futuro, e de um timão que vinha do Dionísio. Com o tempo chegaram também o Zaga de Nonô Padeiro, que carregou na velha capital mineira a alcunha de Paddero, que ele chegou a imprimir em cartão de visita. Veiu com ele o Paulo de Geraldo Cotta, Alcysio Morais, Zué, filho de Lúcio Monteiro, o Celso do Félix de Castro e outros mais, que passaram a constituir uma plêiade. Todos eles, comandados pelo Antônio Guido, que governava o glorioso São Tomé e também o pessoal da Fazenda do Paiva.
No final dos semestres era hora de voltar para casa e formávamos um bando, que corajosamente punha em risco a segurança do trem de ferro: lembro-me do Zé Bené ou Zé do Barrinha, dionisiano muito forte, comandando um espetáculo de salta e pisa na plataforma, que gerava no vagão ferroviário um movimento ondulatório, altamente arriscado. Ah se meu pai visse aquilo!...
O trem chegava a Sabará em torno de dez a onze horas da noite. No dia seguinte, o expresso de Belo Horizonte para Nova Era passaria às seis e meia da manhã e nós o aguardávamos ansiosos, com passagem já comprada. Passávamos a noite na rua, fazendo algazarra, procurando um boteco de prato feito e alguns, tomando algo para aquecer a temperatura do corpo, naquele frio gélido do Rio das Velhas. Mas houve um dia em que o Hilário deu uma sugestão, prontamente, aceita. O Hotel das Gordas, conhecem? Fica ali ao lado da linha. A gente manda dois de vocês contratarem um quarto de duas camas, abrem em seguida a janela externa do quarto e nós todos em silêncio pulamos devagarzinho lá dentro. A gente se assenta na cama, encosta na parede, mas todos no mais absoluto silêncio. Ninguém pode dar um pio... No dia seguinte, quando as gordas chamam para o café da manhã, cada um salta a janela sem zoeira, vai para a estação e depois é só dividir a conta por todos.
Chegando a Monlevade, a gente saudava a perua de Dom Silvério, de Dídimo Teixeira, que ia sacolejando pelos trinta quilômetros de estrada de terra, parando aqui e acolá, subindo no final o velho Morro do Peão, quando, para nossa alegria, lá do alto, se descortinava a vista das primeiras casinhas de nossa terra. Outra alternativa, era seguirmos até Nova Era, onde nos aguardava o ônibus do Sr. Prudentino, ele próprio ou o Possato ao volante, com trajeto menor, algumas fazendas como a da Barra e da Vargem curtindo nossa atenção, e, por cima de tudo uma grande vantagem: “Nesse ônibus filho de Dr. Matheus não paga. Eles são sempre nossos convidados!...”
Se as férias eram as de dezembro, quando frequentemente a chuva já havia coberto as estradas de barro e lama, então era necessário colocar nos pneus a cobertura de uma corrente, que evitava deslizamentos e até acidentes. O ônibus andava com aquele barulho forte das correntes batendo na lataria ou nas peças, acordando as pessoas na rua se os trens tivessem atrasado. Aquilo só parava na Agência de correio, quando o Sr. Aristides Carteiro recebia as malas postais com a correspondência e os jornais destinados ao município.
Mas havia quatro estudantes, que eram mais privilegiados. Estudavam em Belo Horizonte. Eram o Evandro, o Everardo, que no futebol chamávamos Marreco, porque reclamava muito, e o Helvécio – todos filhos de Zé Braga e Dona Ninita. Eram do Colégio Padre Machado. E havia o Newton, filho do Argental Drummond, do Colégio Arnaldo, que depois se transformou em forte empresário do ramo hoteleiro na Capital. Além deles e de alguns seminaristas que ficavam em Mariana, mas nunca se enturmavam conosco, a não ser em obras eclesiásticas, havia um outro grupo para o qual meu pai, explorando suas boa relações com o diretor do estabelecimento, conseguia várias vagas de internato, isentas de pagamento. Ficava no Estado do Rio de Janeiro. Seu nome: Pinheiral. Lembro-me dos filhos de Guilherme Pimentel e Lilica, do Alfié, que lá concluíram com êxito suas primeiras letras: Zezinho e Renato. E, também, do Edson, irmão do Didi de Zé Cunha, do Gonzaga e do Ivo, este, filho de Tó e de Coraci Morais, além de outros.
O mais interessante era a viagem realizada via Ponte Nova para Dom Bosco ou Ouro Preto. Aí nos cabia tomar o ônibus à tarde para Dom Silvério, onde pernoitávamos, geralmente, no Hotel Santa Terezinha, de Aderbal Vale. Bonzinho o hotel, com uma jantar inesquecível. No dia seguinte cedo, tomávamos o trem da “The Leopoldina Railway Limited”. A passo de cágado os vagões deslizavam para Ponte Nova, Preço da passagem: dezesseis cruzeiros. Costumávamos descer do trem em movimento, apanhar alguns pés de cana nos múltiplos canaviais ao longo da linha e apanhávamos o trem pouco na frente.
No mesmo hotel pernoitava o chefe da composição ferroviária. Certa feita, no café da manhã, somos procurados e advertidos pelo Roberto Guerra Lage, de Nova Era, para não adquirirmos as passagens ferroviárias na estação de Dom Silvério. E nos explicou: havia conversado com o chefe do trem durante seu desjejum. E lhe expôs a dificuldade de nossos pais para sustentar-nos internos nos colégios da região. Ele bem compreendia o fato, porque tinha um filho que cursava medicina e o preço dos livros, quase todos importados, custavam os olhos da cara. Conversa vai, conversa vem, o Roberto ajustou com ele que cada um, chegando a Ponte Nova, lhe pagaria apenas cinco cruzeiros. Isto, bem entendido se não aparecesse um fiscal de linha para acompanha-lo, fiscalizando o sucessivo plic-nac-nac da perfuração dos bilhetes. Assim, por esta via tortuosa, que Deus me perdoe, fazia a economia de onze cruzeiros, que, por arrependimento, já distribuí mil vezes como esmola...
No mais, os dias de férias eram muito tranquilos. Futebol de tarde, arrasta-pé no Clube Recreativo Pratiano, que ficava no mesmo prédio em que morava o compadre Lúcio Monteiro, onde fomos todos daquela geração alunos de dança da saudosa Perpétua Mendes, nos saraus diários. Às vezes, a gente resolvia ensaiar e, depois, apresentar uma peça teatral, geralmente dirigida e orientada pelo Coletor Federal Heitor Neves. No mais, o ponto de encontro daquela enorme adolescência eram as barbearias do Jarbas e do Nô Barbeiro, ou, então, na sapataria do Zé Colodino. Foi aí que aprendemos o que é a vida e o que é o a mundo.
Paulino Cícero




A história da Igreja do Rosário de São Domingos do Prata iniciou em 1820. De acordo com pesquisas realizadas por Frei Thiago, foi encomendada pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Nada mais justo que, na abertura da III Exposição Itinerante "Vieira Servas e suas Marcas no Médio Piracicaba, ocorrida no dia 31 de julho nesse local, a Irmandade fosse convidada para homenagear sua padroeira. Estiveram também presentes as Irmandades de Goiabal e Sem Peixe. Foi bonito ver os tambores do congado interagindo com a história de Vieira Servas e demais moradores do Médio Piracicaba. Laercio Maciel Guido Motta Reinaldo Braga Eduardo Quaresma Carolina Perdigão Mendes Maria Do Carmo Perdigão Mendes Maria Do Carmo Martino Meyre Aparecida Gandra Paôla Perdigão Bell Perdigao Iusifith Chafith Felipe Zilda Lana Fernandes Cecilia Correia de Freitas Carlos Roberto Rosa João Perdigão Cristina Vasconcelos Maria Teresa Morais Bizzi Fernanda Castro Mauricio Lara Roberto Fortunato Robson Machado Ana Clara Castro Marcelo Lima João Marcelo Castro Caio Magalhães Nem Moreira Elisa Braz Marcia Castro Solange Rolla Walfrido Perdigão Júnior Ingridy Stephany Ribeiro Perdigão Dienes Ramos Leda Albeny Jose Silvestre Pereira Silvestre Cléber Camargo Rodrigues Adriana Moraes Giorgio Sergio Moraes de Carvalho Jean Paulo Frei Thiago Santiago Fernando Martino Fernando Perdigão Paulo Marcos Antunes Xavier Guilherme De Castro Martino Maria Eduarda Martins Wagna Rutie