Monday, May 11, 2026

Enquanto envelhecemos

Vamos ficando

Nostálgicos

E as lembranças

Afloram

Em poemas-sentimentos

lembrando

nossa terra

Que a memória

Guarda

Como cromos

De um álbum :

Alvinópolis,

sempre viva

e sempre!

Minha cidade

Que saudade de ti!

Meu olhar, mesmo

Diante de tantas

maravilhas

Vislumbradas

E a vislumbrar

Jamais se esquecerá

Dessas ruas centenárias

Dessas casas

Dessas portas e janelas

Desses portais

E fachadas

Nessas ruas, no meu tempo,

Em chão batido

Tive uma infância encantada

Em que tudo era aventura

Brincadeiras, correrias,

Pique e artista

E bandido

Soltar sputniks de papel

De jornal ( quem se lembra?)

Como balões temporões

Caçar tanajuras

Com folhas de mamona

E viver a magia das ruas

Até chegar em casa

De noite

Prá lavar os pés

Na bacia que mãe

Preparava com carinho

Aí era sentar

À beira do fogão

De lenha

No friozinho da noite

E ouvir casos

De pai e mãe....

Mimo

Perdido no tempo..

minha alvinopolis

De ontem

Aqui guardada, gravada,

Tatuada no hipocampo

Com tanta lembrança

Linda:

Quanto mais escorre

O tempo

Mais te sinto presente

Como um afago

E um carinho

De pai. De mãe .

Crepitando ali

Nas chamas do fogão

Que a vida engoliu...

...

vez em quando paro

e a memória passeia

navegando no passado

nas casas

e casos

da minha terra...

ah! infância infinita para nós

meninos e meninas

éramos donos da rua:

pés descalços

calças curtas

jogo de finca, birosca,

papão,

rodar arco e soltar pião

roubar bandeira

pique

quantas vezes me escondi

e me esqueci

nessas lembranças!

lembro.lembro-me bem

daquelas feiras agrícolas

de antigamente

em que nossos pais e mães

apresentavam orgulhosos

seus legumes plantados

com esmero e amor..

lembro

os passeios no tanque

e na pedreira

o quintal gigante da minha

madrinha rute

cheio de laranjais e goiabeiras

e as bicas de água pura..

hoje, apenas um bairro

de casas sem quintais...

e o corgo fundo

onde hoje é o colégio

era um vale com riacho

onde se lavava roupa

foi aí, em minha terra,

que conheci o cinema

de zito:meu primeiro filme

com meu pai:tarzan

e a expediçao perdida

e eu perdido no escuro

da sala

buscando

a mão do meu pai..

já mais tarde a memória

clama

as festas juninas da baixada

com encantamentos da arte

de dona guilhermina

e que a memória enfeita

ainda mais...

ah...memórias...

aqui caberiam páginas e páginas

de lembranças

de coisas pessoas objetos

e eventos

que nos marcaram

e que moldaram

nossas vidas...

alvinópolis!

como é bom te ver

e te rever

com os olhos

Serenados

da saudade!