Wednesday, March 18, 2026

 


 


 

Eu não me afasto para ensinar. Eu me afasto porque aprendi a me impor limites. Aprendi que respeito não se implora,carinho não se mendiga e presença vazia também é ausência.Meu silêncio não é castigo,é proteção .É o cuidado que nasce quando entendemos que nem todos sabem ficar sem machucar...

O meu silêncio é para tds vcs que de alguma maneira só se aproveitaram de mim.

A minha ausência na vida de quem conspirava será eterna.

Confiança é como uma taça.

Bom dia com Jesus Cristo.

 

 A GENTE VAI EMBORA e fica tudo aí, os planos a longo prazo e as tarefas de casa, as dívidas com o banco, as parcelas do carro novo que a gente comprou pra ter status.

A GENTE VAI EMBORA sem sequer guardar as comidas na geladeira, tudo apodrece, a roupa fica no varal.
A GENTE VAI EMBORA, se dissolve e some toda a importância que pensávamos que tínhamos, a vida continua, as pessoas superam e seguem suas rotinas normalmente.
A GENTE VAI EMBORA as brigas, as grosserias, a impaciência, a infidelidade, serviram para nos afastar de quem nos trazia felicidade e amor.
A GENTE VAI EMBORA e todos os grandes problemas que achávamos que tínhamos se transformam em um imenso vazio, não existem problemas.
Os problemas moram dentro de nós.
As coisas têm a energia que colocamos nelas e exercem em nós a influência que permitimos.
A GENTE VAI EMBORA e o mundo continua caótico, como se a nossa presença ou ausência não fizesse a menor diferença. Na verdade, não faz.
Somos pequenos, porém, prepotentes. Vivemos nos esquecendo de que a morte anda sempre à espreita.
A GENTE VAI EMBORA, pois é. É bem assim: Piscou, a vida se vai…
A GENTE VAI EMBORA e somos rapidamente substituídos no cargo que ocupávamos na empresa. ⠀
As coisas que sequer emprestávamos são doadas, algumas jogadas fora.
Quando menos se espera, A GENTE VAI EMBORA.
Aliás, quem espera morrer?
Se a gente esperasse pela morte, talvez a gente vivesse melhor.
Talvez a gente colocasse nossa melhor roupa hoje, fizesse amor hoje, talvez a gente comesse a sobremesa antes do almoço.
Quem sabe, a gente entendesse que não vale a pena se entristecer com as coisas banais e respeitasse mais as pessoas.
O tempo voa.
A partir do momento que a gente nasce, começa a viagem veloz com destino ao fim – e ainda há aqueles que vivem com pressa! ⠀
Sem se dar o presente de reparar que cada dia a mais é um dia a menos, porque A GENTE VAI EMBORA o tempo todo, aos poucos e um pouco mais a cada segundo que passa.
O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM O POUCO TEMPO que lhe resta?!
Que possamos ser cada dia melhores e que saibamos reconhecer o que realmente importa nessa passagem pela Terra!!!
Até porque, A GENTE VAI EMBORA…

 

Eles tinham oito e dez anos quando o mundo que conheciam desapareceu.

Abraham e Chaim Cimerman viviam em Paris. Eram duas crianças judias como tantas outras, com uma família comum e uma vida simples. Mas em 1942, a guerra mudou tudo. Sua mãe morreu naquele ano, deixando o pai, Jankiel Cimerman, sozinho com dois filhos pequenos enquanto a perseguição aos judeus se tornava cada vez mais feroz.

Em Paris, começaram as prisões em massa. Famílias eram retiradas de suas casas e levadas, sem retorno. Jankiel percebeu que permanecer na cidade significava quase certamente a morte para seus filhos. Precisava encontrar um lugar para escondê-los. E rápido.

Tomou então uma decisão dolorosa: separou-se deles para salvá-los.

Entrou em contato com uma mulher que vivia em um pequeno vilarejo na zona rural da França. Chamava-se Yvonne Come. Não era uma pessoa famosa, nem tinha qualquer posição de destaque. Era uma mãe, com um filho chamado Régis, e levava uma vida simples. Quando Jankiel lhe pediu para esconder Abraham e Chaim, Yvonne aceitou.

Era uma escolha que poderia custar sua vida. As autoridades alemãs puniam severamente quem ajudasse judeus. Bastava uma denúncia, uma suspeita, uma palavra errada. E, ainda assim, Yvonne abriu a porta de sua casa para as duas crianças.

No vilarejo, eles não eram os únicos meninos e meninas judias escondidos. Naqueles anos, várias famílias da região ofereceram abrigo a crianças vindas de Paris. Yvonne também recebeu outros pequenos por períodos mais curtos, sempre sob o mesmo risco.

Sua casa se tornou um refúgio silencioso em meio à guerra.

Régis, seu filho, tinha quase a mesma idade dos irmãos. Entre eles nasceu uma amizade verdadeira, aquela que surge entre crianças que compartilham o mesmo medo e a mesma necessidade de normalidade. Brincavam juntos, cresciam juntos, tentando viver dias o mais normais possível enquanto a Europa queimava.

Os meses se passaram.

Então, chegou a libertação.

Abraham e Chaim sobreviveram à guerra. E o laço com Régis não se quebrou. Continuaram a se ver nos anos seguintes, como amigos que tinham compartilhado algo que ninguém jamais poderia esquecer.

Muitos anos depois, em 11 de fevereiro de 1992, o memorial de Yad Vashem reconheceu oficialmente Yvonne Come e seu filho Régis como Justos entre as Nações.

Um título importante, sem dúvida.

Mas a verdade é mais simples.

Em um tempo em que tantos fechavam suas portas por medo, uma mulher do campo abriu a sua.

E aquela porta salvou vidas.

 

TERCEIRA IDADE: QUEM DISSE QUE “PANELA VELHA” NÃO PRESTA?

Quantas vezes já ouvimos certos ditados por aí?

“Panela velha não faz comida boa.”

Mas quem vive a terceira idade sabe muito bem que isso não passa de um pensamento sem sentido.

Na vida real acontece justamente o contrário.

As melhores receitas levam tempo, experiência e prática.

E com as pessoas não é diferente.

A maturidade traz algo que nenhum atalho da vida consegue dar:

vivência, sabedoria e histórias que só o tempo constrói.

Por isso vale lembrar algo importante:

não deixe suas panelas brilharem mais do que você.

Na terceira idade, o valor não está apenas no que fazemos,

mas em tudo aquilo que nos tornamos ao longo da vida.

E quem viveu bastante sabe:

o tempo não diminui ninguém —

ele apenas revela a verdadeira essência de cada um.


 

Pe. Abdala Jorge nasceu no dia 19 de julho de 1927, em São João Del Rei, no estado de Minas Gerais. Chegou à Paróquia São José, no município de Timóteo-MG, no dia 31 de janeiro de 1953, para auxiliar Mons. Rafael Arcanjo, o primeiro pároco. Foi nomeado Pároco da Paróquia São José, por Dom Mário Teixeira Gurgel, no dia 09 de janeiro de 1986, e Cooperador da Região Pastoral III. Foi professor e pároco na Paróquia, e participou intensamente nos movimentos populares da cidade. Ficou como pároco na Paróquia São José até o dia 09 de março de 2008. E, por Provisão Uso de Ordem na mesma Paróquia, foi nomeado no dia 04 de fevereiro de 2009, por Dom Odilon Guimarães Moreira. Pe. Abdala Jorge faleceu no dia 30 de julho de 2012, no Hospital Vital Brasil

 


OBSERVAÇÕES SOBRE UNIÃO ESTÁVEL

 

Base legal: CONSTITUIÇÃO FEDERAL (1988), CÓDIGO CIVIL (2003), JURISPRUDÊNCIA DO STF (2010)

1- O primeiro objetivo é garantir o direito de ser feliz.

2- Direitos e obrigações - assistência, respeito mútuo, lealdade. A diferença é que não é necessário conviver no mesmo teto, desde que a relação seja contínua, pública e duradoura.

3- Namorados não tem vínculo financeiro.

4- Não há prazo para que a união estável seja caracterizada. Se os companheiros possuem o mesmo endereço já estão em união estável. Conta bancária conjunta é tipico de casamento e união estável.

5- O regime de bens de união estável é o da comunhão parcial de bens, salvo se tiver sido feito (por escrito) um "pacto de convivência" elegendo a "separação total" - o que pode constar no próprio contrato de união estável.

6- O não fixar na união estável o regime de bens (patrimonial), a lei presumirá que se está na comunhão parcial de bens.

7- Ao terminar a união estável deverá ser feito (em cartório) um distrato (desfazimento) da união estável. Se houver filho menor, o rompimento da relação deverá ser feito na justiça - com obrigação de guarda, visitas e alimentos.

8- Registrar em cartório é importante.

9- Estado civil: solteiro, casado, divorciado e viúvo.

10- Em breve o código civil deverá adotar também a nomenclatura de companheiro ou convivente.

11- Na união estável feita em cartório a mulher poderá incluir o sobrenome familiar do homem e vice-versa.

12- Bigamia é assunto para o Código Penal.

13- A união estável permite uma segunda chance, porque o importante é estar feliz.

14- Portanto o separado de fato pode sim fazer o contrato de União Estável no Cartório. Não precisa aguardar o divórcio. Neste contrato, deverá constar a data correta desde quando estão juntos e mencionar o regime que estão elegendo para vigorar na união estável ora estabelecida.

15-A existência de casamento prévio não é impedimento ao reconhecimento da União Estável, pois, se os companheiros, embora legalmente casados, já estiverem separados judicialmente ou DE FATO, poderão se unir novamente com outra pessoa e fazerem o contrato

 

 

Mulher, aprende uma coisa: silêncio também é poder.

Nem tudo que você viveu precisa virar confissão para qualquer homem que aparece com meia dúzia de palavras bonitas.

Contar sua história inteira logo de cara não é transparência... às vezes é carência querendo ser acolhida.

E tem gente que não abraça ferida… cutuca.

Expor suas dores para quem ainda não provou cuidado é como sangrar na frente de tubarões: você entrega sua parte mais frágil para quem pode usar isso contra você.

Nem todo mundo merece acesso ao que te quebrou,

A mao que te curou, ao que te transformou.

Intimidade não é pressa.

Confiança não nasce no primeiro encontro.

Você não precisa se explicar inteira para ser amada.

Quem for ficar, vai respeitar seus silêncios antes mesmo de conhecer suas histórias.

 


 

Mulher, aprende uma coisa: silêncio também é poder.

Nem tudo que você viveu precisa virar confissão para qualquer homem que aparece com meia dúzia de palavras bonitas.

Contar sua história inteira logo de cara não é transparência... às vezes é carência querendo ser acolhida.

E tem gente que não abraça ferida… cutuca.

Expor suas dores para quem ainda não provou cuidado é como sangrar na frente de tubarões: você entrega sua parte mais frágil para quem pode usar isso contra você.

Nem todo mundo merece acesso ao que te quebrou, ao que te curou, ao que te transformou.

 

Enquanto você mulher não entender que existem muitas outras coisas pra se viver, além de relacionamento.

Estamos falando de vida, "da sua vida".

Você ficará refém e escrava das suas emoções e sentimentos.

Aprenda a ser só, na hora certa o amor verdadeiro baterá na sua porta.

Alguém que realmente valerá a pena.

Se não for assim você terá que se contentar com restos. Homens inseguros,

Narcisistas, infiéis, ignorantes etc...

Não existem homens perfeitos, mas existem homens que dão o seu melhor numa relação e estes não estão disponíveis tão fáceis, nem caem de paraquedas no mundo digital.

Cuide-se e deixe que o amor te encontre... Pare de procurar.

Você tem valor.

Amor é encontro, não uma busca no Google!

Aurora Zanco

SE AS GRANDES MULHERES DA HISTÓRIA PUDESSEM FALAR COM AS MULHERES DE HOJE…

 

Imagine por um instante que o tempo se abrisse…

Que os séculos se encontrassem…

E que mulheres que mudaram o rumo da história pudessem olhar para o mundo de hoje.

O que elas diriam às mulheres do nosso tempo?

Talvez ouviríamos Cleópatra, rainha do Egito há mais de dois mil anos:

"Nunca subestime o poder da sua inteligência. Impérios temeram minha mente antes de temerem meus exércitos."

A filósofa Hipátia de Alexandria, do século V, talvez lembrasse:

"Defendam o conhecimento. Uma mente livre é uma das maiores forças que uma mulher pode possuir."

Dos campos de batalha da França medieval, Joana d’Arc diria:

"A coragem nasce quando você decide lutar por aquilo que acredita."

Nos laboratórios que mudaram a ciência, Marie Curie talvez aconselhasse:

"Nada na vida deve ser temido… apenas compreendido."

Dos céus da aviação, Amelia Earhart poderia dizer:

"O futuro pertence àquelas que têm coragem de tentar."

Sentada em um ônibus que mudou a história, Rosa Parks lembraria:

"Às vezes mudar o mundo começa com um simples gesto de coragem."

A artista mexicana Frida Kahlo talvez dissesse:

"Transforme suas dores em arte. Sua história tem valor."

A jovem Malala Yousafzai, símbolo da educação feminina, diria:

"Um livro e uma caneta podem mudar o mundo."

Então surge uma voz suave, conhecida pela humanidade inteira.

Seria Madre Teresa de Calcutá, que dedicou sua vida aos pobres:

"Nem sempre podemos fazer grandes coisas… mas podemos fazer pequenas coisas com grande amor."

E talvez Princesa Diana, lembrada como a princesa do povo, diria:

"A maior força de uma mulher está na sua capacidade de amar, cuidar e levantar os outros."

Mas a história também ecoa fortemente aqui no Brasil.

Das batalhas do século XIX surge Anita Garibaldi, conhecida como a Heroína dos Dois Mundos:

"A coragem de uma mulher pode mudar o destino de uma nação."

Do coração do Império brasileiro, Princesa Isabel, que assinou a Lei Áurea em 1888, talvez dissesse:

"A verdadeira grandeza está em lutar pela liberdade e pela dignidade humana."

E da ciência brasileira do século XX, a psiquiatra Nise da Silveira lembraria:

"A sensibilidade e a humanidade também são formas profundas de conhecimento."

E talvez todas essas mulheres, separadas por séculos, culturas e continentes, concordassem em algo simples e poderoso:

Que cada mulher carrega dentro de si uma força capaz de transformar o mundo.

Porque a história da humanidade não foi escrita apenas por reis, generais ou inventores…

Mas também por mães, cientistas, artistas, professoras, líderes, cuidadoras e sonhadoras.

Hoje celebramos todas elas.

As que vieram antes…

As que vivem hoje…

E as que ainda nascerão.

Feliz Dia Internacional da Mulher.

Que o futuro continue sendo escrito por vocês.

 

SEMANA DA MULHER

 

A MULHER MADURA tem um jeito todo especial de ser.

MULHER MADURA não é ventania, ela é ar em movimento.

Ela possui uma beleza peculiar que não se iguala a nenhuma outra.

A MULHER MADURA não PEGA, ela TOCA.

A MULHER MADURA não come, ela se ALIMENTA.

A MULHER MADURA não provoca, ela já é PROVOCANTE.

A MULHER MADURA não é inteligente, ela é SÁBIA.

A MULHER MADURA não se insinua, ela mostra o CAMINHO sutilmente.

A MULHER MADURA não se precipita, ela espera o momento certo.

A MULHER MADURA não nada, ela NAVEGA.

A MULHER MADURA não voa, ela FLUTUA.

A MULHER MADURA não pensa em quantidade, ela prefere QUALIDADE.

A MULHER MADURA não vê, ela OBSERVA.

A MULHER MADURA não anda, ela CAMINHA.

A MULHER MADURA não deita, ela ADORMECE.

A MULHER MADURA não é pretensiosa, ela simplesmente se GOSTA.

A MULHER MADURA não julga, ela ANALISA.

A MULHER MADURA não compara, ela ASSIMILA.

A MULHER MADURA não consola, ela ACALENTA.

A MULHER MADURA não acorda, ela DESPERTA.

A MULHER MADURA não coloca algemas, ela os deixa LIVRE.

A MULHER MADURA não enfeitiça, ela ENCANTA.

A MULHER MADURA não é decidida, ela apenas sabe O QUE QUER.

A MULHER MADURA não é exigente, ela é SELETIVA.

A MULHER MADURA não se senti velha, ela se considera EXPERIENTE.

A MULHER MADURA não se lamenta, ela tenta fazer DIFERENTE.

A MULHER MADURA não tem medo, ela tem RECEIOS.

A MULHER MADURA não faz juras, ela deixa por conta do TEMPO.

A MULHER MADURA não tira conclusões, ela faz SUPOSIÇÕES.

A MULHER MADURA “não desce do salto”, ela tem “JOGO DE CINTURA”.

A MULHER MADURA não brilha, ela é ILUMINADA.

A MULHER MADURA não dá tchau, ela ACENA.

A MULHER MADURA não gosta de ser vigiada, ela prefere ser ESCOLTADA.

A MULHER MADURA não é moderna, ela é ELEGANTE.

A MULHER MADURA não quer ser cobiçada, ela prefere ser DESEJADA.

A MULHER MADURA não possui sombras, ela tem AURA.

A MULHER MADURA não adivinha, ela tem PERCEPÇÃO.

A MULHER MADURA não faz sexo, ela é mestre na ARTE DE AMAR.

A MULHER MADURA não fica, ela se ENVOLVE.

A MULHER MADURA não é fácil, ela é FLEXÍVEL.

A MULHER MADURA não manda, ela ADMINISTRA.

A MULHER MADURA não aflora, ela é um constante FLORESCER.

Enfim, a MULHER MADURA é um conjunto de todas as belezas possíveis.

MULHER sensível, mas ao mesmo tempo uma verdadeira guerreira, é forte, mas é feminina, porém, muitos não possuem sensibilidade para perceber tal beleza, mas aqueles que descobrem... preferem morrer nos braços dessa tal mulher, que não é DOCE, mas que, simplesmente é puro MEL. =Ricardo Domingues

 

 


MORO SOZINHA, NÃO ESTOU SÓ

 

Tenho 92 anos e não saberia viver sem amigas. Ao longo da minha vida, muitas já partiram. Outras mudaram de cidade, outras ficaram frágeis, recolhidas nas suas casas.

Hoje tenho apenas uma amiga de convivência mais próxima - e as vizinhas, que são amigas também. Não são aquelas amizades de juventude, mas são presenças certas: sei que, se precisar, estão ali.

As amigas trazem partes da vida delas e levam partes da nossa.

Aprende-se sempre - mesmo aos 92. Jogo canasta com uma das filhas e, através dela, fiz novas amizades, algumas bem jovens. Acho importante ter amigas de várias idades. A vida vai afinando o círculo, mas não o deve esvaziar.

Venho de uma família grande: dez irmãos. Dois já partiram. Tinha uma irmã que era a minha irmã-amiga, e um irmão que adivinhava quando eu precisava de colo, mesmo sem palavras.

Crescer numa casa cheia ensinou-me a partilhar. Talvez por isso sempre me tenha sido natural fazer amigos.

Hoje moro sozinha, mas não estou só. Tenho quatro filhas presentes, atentas, carinhosas. Todos os dias uma passa lá por casa, ou eu vou ter com elas. Às vezes insistem em dar boleia por causa do calor, mas gosto de caminhar. Tenho uma vista linda para o mar, pinto em tecido, navego na internet, vejo o que me interessa no YouTube. Pago contas por aplicativo, faço compras online.

A pandemia deixou-me mais cautelosa, é verdade, mas não me tirou a curiosidade.

Sinto, sim, momentos de solidão. Quem disser que não sente, não é sincero. Mas aprendi a ocupá-los com propósito. Saio, tomo café numa confeitaria, vou ao shopping, passo fins de semana com uma das filhas na praia. A vida social mudou, mas continuo ocupada.

Ser feliz, aos 92, é isto: ter memória, ter autonomia e, sobretudo, ter pessoas. Porque ninguém vive só de si. Vive-se dos laços que se constroem, e que nos constroem também.

Por: Manuela Marujo

 

 

Depois dos 60 anos, há coisas com as quais você já não deve fazer concessões por ninguém.

Nem pelos filhos, nem pelos netos, nem por qualquer outra pessoa.

A primeira — saúde, tanto física quanto mental.

Sem ela, uma pessoa não vive — apenas sobrevive.

Não vale a pena se desgastar por aqueles que não valorizam seus esforços.

A segunda — o tempo.

A vida toda você correu por outros.

Agora é a sua vez de viver no seu próprio ritmo — com calma e prazer.

A terceira — seu dinheiro.

A aposentadoria não é para sustentar adultos preguiçosos.

Você trabalhou muito para agora viver com limitações apenas para agradar aos outros.

A quarta — a paz de espírito.

Chega de se envolver em problemas alheios e tolerar desrespeito só para «manter a família».

E a quinta — seu sono.

Sim, você ainda tem tempo.

Você não é velha — você está viva.

E enquanto há vida, há escolha.

Não se desgaste.

Depois dos 60, aqueles que realmente te amam entenderão:

agora é sobre você — e ainda mais sobre a habilidade de ouvir e compreender