No silêncio de um dia,
quando tudo o que você queria
era uma voz dizendo: “Como vai você?”
Não precisava de solução.
Não precisava de conselho.
Só presença.
Há dias em que o mundo continua
barulhento por fora,
mas por dentro existe um vazio
quieto.
E nesse silêncio,
um simples “estou aqui” faria
diferença.
Não é fraqueza desejar isso.
É humanidade.
Todos nós, em algum momento,
precisamos sentir que alguém percebe
nossa ausência,
nota nosso silêncio,
se importa com nosso estado.
Às vezes, o que cura não é a
resposta.
É a pergunta.
“Como vai você?”
dita com verdade
tem peso de abraço.
E talvez, enquanto esperamos ouvir
essa voz,
também possamos ser essa voz
para alguém.