O estádio estava lotado para a
partida entre o anfitrião e o favorito sul-americano. A grande sensação, no
entanto, era Pelé, com 17 anos o jogador mais jovem de todas as Copas. Édson
Arantes do Nascimento havia iniciado sua carreira profissional no Santos, com
15 anos de idade, quando seu apelido ainda era Gasolina.
O atacante Simmonsson, da Suécia,
tinha um apelido diferenciado. A imprensa do seu país o chamava de “Raio de
Luar”.
Os argentinos chegaram a Copa de 1958
entusiasmados. Afinal, os platinos tinham em seu ataque um trio de atacantes
apelidados de “Trio de La muerte”, formado por Maschio, Angelillo e Sivori,
todos atuando na Itália. Mas o “trio” funcionou mesmo só na volta para Buenos
Aires, quando tiveram que sair escondidos dos torcedores.
Paulo Machado de Carvalho,
diretor-técnico de Seleções em 1958, foi o grande responsável pelas convocações
de Pelé e Garrincha para a Copa da Suécia. O técnico Feola era contra.
A grande favorita para conquistar a
Copa de 1958 era a União Soviética, que contava com o excepcional goleiro Lev
Yashin e a segurança do zagueiro Igor Neto. Mas o time viajou com uma ausência:
o atacante Streltsov, que não pôde sair da Rússia, por estar sendo processado
por estupro.
O grande astro da Seleção Brasileira
em 1958 era o ponta-direita Júlio Botelho, ex-Palmeiras e Portuguesa. Julinho,
como era conhecido, pediu para não ser convocado para a Copa, por jogar no
exterior. Botelho disse que a convocação era um desrespeito aos jogadores que
atuavam no Brasil.
Talvez o fato mais insólito da Copa
da Suécia foi a comemoração do dentista da Seleção Brasileira, Mário Trigo. Ao
comemorar a conquista da Copa pelo Brasil, ele abraçou o Rei da Suécia, Gustavo
Adolfo, e num alto e bom português, disse: “Oi Rei, tudo bem ?”.
O time que assombrou o mundo em 1954,
a Hungria, chegou desmontado ao mundial de 1958. A base da equipe era o time do
Honved, que excursionava em solos espanhóis em 1956, quando aconteceu uma
revolução.Puskas e Koscsis pediram asilo e disputaram as eliminatórias pela
Espanha, porém se muito sucesso.
O artilheiro da Copa do Mundo, Just
Fontaine, apesar de jogar pela França, tinha origem marroquina. Fontaine marcou
13 gols na Copa.
Bellini, capitão do selecionado
brasileiro, ao erguer a taça Jules Rimet, eternizou o gesto, que foi imitado
por outros capitães após as conquistas.