Wednesday, May 16, 2018

DR. EDELBERTO AUGUSTO GOMES LIMA ESCREVE ...

VOCÊ SABIA QUE A REGIÃO DE JOÃO MONLEVADE JÁ PERTENCEU A SÃO DOMINGOS DO PRATA?
Em 1890, quando da criação do município de São Domingos do Prata, São Miguel de Piracicaba (atual município de Rio Piracicaba), no qual estava incorporado o território do atual município de João Monlevade, passou a pertencer, embora por pouco tempo, ao território de São Domingos do Prata.
Pouco tempo após São Miguel de Piracicaba retornou ao território de Santa Bárbara.
Porém, parece que não gostando, em 1901, os habitantes de Carneirinhos (João Monlevade) pedem, como se demonstra abaixo, o retorno ao município de São Domingos do Prata.
(Maiores detalhes podem ser vistos no livro “São Domingos do Prata no período imperial”.)
HABITANTES DE CARNEIRINHOS (JOÃO MONLEVADE), QUANDO A LOCALIDADE PERTENCIA A SANTA BÁRBARA, REQUERENDO TRANSFERÊNCIA PARA SÃO DOMINGOS DO PRATA. (1901).
O Deputado estadual José Gonçalves, na Sessão de 1º de agosto de 1901 da então Câmara de Deputados de Minas Gerais (atual Assembleia Legislativa), fez a seguinte comunicação, a meu juízo histórica:
“envia à Mesa as seguintes representações de habitantes dos CARNEIRINHOS, município de Santa Bárbara, pedindo transferência para SÃO DOMINGOS DO PRATA; de habitantes de São Sebastião da Onça município de Itabira, pedindo transferência para São Domingos do Prata..”
(Letras garrafais por minha conta. Fonte: Anais da Câmara de Deputados).

Tuesday, May 08, 2018

DIREITO EM PAUTA


I - Que a FAMÍLIA resulta do casamento civil ou religioso, da união estável ou de comunidades formadas por homens ou mulheres solteiras com filho.

II - Que o CASAMENTO será qualquer união em que exista comunhão de vida entre o casal. O casamento religioso tem valor legal. Homem e mulher dividem a sociedade conjugal.

III - Que o REGIME DE BENS entre os cônjuges pode ser alterado durante o casamento.

IV - Que o ADULTÉRIO ainda vale como causa de separação, mas não proíbe nova união.

V - Que na HERANÇA a divisão será feita entre filhos e cônjuge em partes iguais, ou pais e cônjuge, na falta de filhos, sem privilégios.

VI - MAIORIDADE = 18 anos – pai ou mãe podem EMANCIPAR os filhos desde os 16 anos.

VII - No caso da GUARDA DOS FILHOS, a mesma ficará com quem tiver melhores condições de criá-los. A lei não define o que seriam “melhores condições”. Pode também ser compartilhada.

E. WERTHEIMER

Não há moralista mais severo que o mau pagador, quando não  lhe pagam.

SAMUEL SMILES

Quem quiser mandar,  aprenda antes a obedecer.

FRANCIS BACON

Com a vingança, o homem nivela-se ao inimigo; sem ela o supera.

Monday, May 07, 2018

Homenagem ao Dr. Guido Fontgalland Martins Motta


Estou sempre a cobrar de mim umas palavras em homenagem ao Prof. Guido Mota ou Sô Guido (na intimidade).


Algumas pessoas são merecedoras de nosso reconhecimento por serem imprescindíveis  em nossa comunidade. Lembro-me agora que tive dificuldades em homenagear ao Dr. Matheus, Dr. Paulino Cícero, a Profa. Maria Auxiliadora Perdigão e a também Profa. Nilza Rolla Perdigão, devido aos incontáveis atributos dessas pessoas, temeroso de falhas na enumeração dos mesmos.


Mas vamos lá ao amigo Guido Motta, Motta com dois “tês” ou com um não muda o exemplo dado pelo nosso homenageado.


Quando estudante revezava no gol do time dos estudantes com Hilário Correa, e usava a camisa de goleiro de cor preta, que me fazia lembrar o grande goleiro da seleção russa da década de 50 e 60, de nome Lev Ivanovich Yashin, apelidado de o “Aranha Negra”. Neste time de estudantes da década de 50, brilhavam Paulino Cícero, seus irmãos Paulão, Chico (ou Beto), Zé Chico Nunes, Antônio João de Sô Benjamim, Zé Paulo de Zinho Drumond, Josué Monteiro, Odilon de Tavico, Pedro Roberto Rolla, Haroldo e Célio de Sô Juquita Mendes e Pedrinho de Sô Marinho Mendes.


Bacharelado e Pós-graduado  em Bioquímica pela Universidade Federal de Ouro Preto retornou a nossa Terra. 


Uma dúvida :



Eu não sei se escrevo Guido, Sô Guido, Prof. Guido ou Dr. Guido Fontgalland Martins Mota ou nosso querido Mestre, mas sei que foi Vereador, Prefeito, mas sobretudo uma referência regional como Professor de Física, Química, Biologia; aliás poderia lecionar qualquer matéria, principalmente História e Filosofia, um verdadeiro Mestre (o filho do Prof. Zeca e Da Nazinha ). Fui aluno dele, um dos piores claro, não era minha praia, depois fui seu colega como professor na Escola Estadual Marques Afonso.


Antoine Galland foi um escritor francês especialista em manuscritos antigos, outro Galland foi um general alemão.


Falar do Guido (agora com certa liberdade de tratamento) é falar de educação, humanismo e saúde.
Como educador foi e ainda é um incentivador dos estudantes, tendo sempre uma relação de afetividade com seus alunos, prezando sempre pela autonomia do educando. Como humanista valorizou a essência do ser humano. Sua preocupação com o conhecimento beirava à generosidade e foi ardoroso defensor da humanização de cultura. Na área da saúde foi Bioquímico do Hospital Nossa Senhora das Dores seguramente por cinquenta anos e seu Diretor .


Como Prefeito valorizou a arte e incentivou-a dando todo apoio, além de atuar como um agente defensor da sustentabilidade ambiental. Exerceu seu mandato de forma serena, com uma administração onde valorizou a competência e a qualidade do cidadão sempre agindo com bom senso e de forma consensual com o povo de nossa Terra.


Quanto ao ser humano, uma pessoa humilde, (pudera filho do Prof. Zeca e da Da. Nazinha), prestativo e sobretudo pratiano da gema, tanto que  ao formar-se fez a opção por retornar à cidade natal, sendo o primeiro profissional em  Análises Clínicas de nossa Cidade e adjacências.


Esteve presente em todas atividades de nosso Município que incluíam melhorias para a Cidade, sempre imprescindível nos setores de Saúde e Educação. Recordo-me que quando fui vice-prefeito, o então Prefeito Dr. Antônio Roberto Lopes de Carvalho, convocou-nos para uma reunião que foi realizada na residência do casal João Bosco e Luiza Rolla, com o objetivo de analisar um substituto para a Profa. Maria Auxiliadora Perdigão, Diretora da Escola Estadual Marques Afonso, que acabara de receber a publicação de sua aposentadoria. Lembro-me que nesta reunião ,sugeri ao DD. Prefeito a indicação do Prof. Guido Mota para a Diretoria da Escola, e os Professores Suzana Rolla Guerra, Amália Rolla Braga e o Prof. Arthur Fernando Furtado Gomes para Vice-Diretores. A idéia foi unanimemente aceita e um ofício indicativo foi enviado à Secretaria Estadual da Educação do Estado. Lembramos que à época, não existia eleição para Diretores Escolares.


Pessoa de inteligência rara que continua a brindar-nos com sua criatividade e insuperável senso de cidadania.


Espero que meu abraço seja uma mensagem de todos nós, que tivemos e temos a felicidade de usufruir de uma convivência tão benéfica.


Em tempo: Em 1963 cursávamos a 3ª série ginasial (nomenclatura usada à época). Era Diretor da Escola o Pe. José Martins Teixeira, pessoa de imensa cultura e um disciplinador nato.  O Prof. Guido Mota apelidou a nossa turma (classe apenas masculina) de III exército. O oficialato era composto por Sebastião Albeny, Verinho de Zinho Drumond, João Braz, Clidinho Drumond e Sininho irmão de Bolão. Como Sargento de instrução e treinamento atuava Chico de Zinho. Os demais, João Lana, Adão Azevedo, Ronio de Zé Pintinho, Elcio de Guta, Ilo Lana, Derly de Vicente Deró, Palmyos de Nezinho Gomes, Chico de Da. Ica, Agnaldo de Camilo, Robledo Morais, Geraldo Ferreira, Nivaldo Mosqueira, Aroldo de Tó, Bruno Guimarães, Valfrido Perdigão e eu, entre outros. No meu caso era soldado raso, pois havia saído do internato há pouco tempo e não possuía a criatividade dos demais.

Era uma turma quase indomável... risos.

Aproveito para registrar que foram nossos professores: Dr. Sergio Lellis Santiago, Egydio Zanetti, Dr. Bernardo Mascarenhas Cançado, Dr. Joaquim Gomes Lima, Dr. Luiz Gonzaga Lima (Zaga), Profa. Conceição Santiago, Profa. Da. Filinha (Francês), Prof. Tacinho, Prof. Arthur Fernando Furtado Gomes, salvo alguma falha deste autor. A eles nossos eternos agradecimentos pela dedicação e paciência que tiveram conosco, já que o III Exército era uma turma de gozadores, brincalhões, humoristas diferente dos demais, segundo sempre lembra o Prof. Guido.


Thursday, April 26, 2018

O PAGADOR DE PROMESSA(S)


Sô Zé Prudêncio é um católico fervoroso, pratiano da gema, meia idade, bom de prosa, mas um pouco apressado para receber as benevolências do Senhor por intercessão dos Santos de sua fé.

Certa feita, adentra-se Ele ao Escritório do João Bosco (Gato) e conta que na próxima semana iria à Cidade de Aparecida do Norte em peregrinação religiosa já pela décima vez.

João Bosco então pergunta-lhe:

- ”Ô Prudêncio mas por que tanto?”

O Zé Prudêncio responde:


- ”João, eu vou agradecer uma graça, e aproveito, peço outra; alcanço, tenho que voltar para agradecer e assim a roda vai rodando.”

E o João:

- "Que mal lhe pergunte não dá pra você resolver isto aqui no Prata mesmo  com São Domingos (de Gusmão)  ?”

Aí o Zé Prudêncio com grande ênfase:

- ”São Domingos num ranca João, tá garrando muito, parece que tá marrando mixaria”.

Tuesday, April 24, 2018

PISA LONGE, SEUS MEDOS E MANIAS

Quando menino, seis ou sete anos, andava pela cidade, (então bem menor), com calça curta e o bumbum sujo de terra vermelha, jogando bola pelos vários campinhos então existentes.

O comércio da época era o "SECOS E MOLHADOS", pequenos armazéns que vendiam desde grãos 'in natura'  a granel ou litro, utensílios de uso doméstico e de trabalho na lavoura, bem como produtos artesanais; além de gêneros alimentícios sólidos e líquidos, retalhos, fumo de rolo, cachaça, agulha, carne seca e ferramentas.

Grande ou pequena, toda cidade tinha seus armazéns até os anos 50 e 60, pois os supermercados ainda não eram difundidos.

A venda do Zé de Castro (onde hoje é o Bar do Vaguinho e a Farmácia da Mara) era um tipo de armazém, com um rolo de fumo de corda sempre em cima do balcão, com o qual os fumantes faziam seu cigarro de palha, cortando com um canivete ou faca, picando-o manualmente. Havia também o fumo desfiado a granel e o pó de fumo, que muitos homens adoravam cheirar.

Neste ambiente rural, simples, silencioso, ar puro, cheiro de árvores e flores, muita tranquilidade, íamos vivendo nossa meninice.

Foi quando conheci um senhor que morava lá no Caparaó. Um negro alto, pernas compridas, chapéu sobre a cabeça, sempre descalço, unhas pretas, pés grossos, calças pega frango, às vezes com uma cordinha amarrada à cintura servindo como correia de segurança da calça, cachimbo à boca.

Esse era o " PISA LONGE"  era conhecido assim por seus passos longos, um sujeito que fazia de tudo, aceitava qualquer tipo de serviço. Entregava leite, cesto de pães, embrulho de carne para os açougueiros, limpava quintais e por vezes atuava até como coveiro ajudando o Sô Felipe, coveiro oficial à época. Em princípio, eu tinha um pouco de receio dele, mas com o tempo ele foi silenciosamente me conquistando, e eu até parava na rua para ouvir as histórias que ele instado pelas pessoas, adorava contar.

Não aceitava calçar sapatos, não andava de carro, charrete sim. Passar em pinguelas para ele era o maior desafio. Atravessava o rio dentro da água, se não estivesse fundo.

Cumpria um ritual de descer a Rua Principal pela manhã, conversava com um, com outro, descia a Rua do Lava Pés, tomava uma pinga na venda de Sô Eurico ou no Zé Nicolau, parava no Açougue de Sô Marinho Perdigão, depois era o papo na Loja de Peças de Veículos do Zé Morais ou na Barbearia do Jarbas. Quando retornava, parava na porta do Bar Semião, nossa rodoviária à época; e contava suas histórias, por sinal recheadas de imaginação e folclore, sempre com boa platéia; e, quando ameaçava ir embora insistiam para que ficasse mais, mas ele argumentava : 

- " Não, já é quase hora do almoço, e eu tenho que passar na venda de Zé de Castro e " cheirar o fumo dele" antes de ir embora.

Risada Geral.

Thursday, April 19, 2018

ESGOTAMENTO MENTAL


Há certos momentos em que a gente se sente cansado. O excesso de disponibilidade que a pessoa se impõe, acaba por pesar. Interessante que até situações de mínima importância, que, em outras circunstâncias não daríamos o menor valor tornam-se momentos que nos fazem despencar literalmente.

Não raro este cansaço mental vem acompanhado de certa fraqueza física, chegando quase a não darmos  conta de nós mesmos. É uma preguiça física acompanhada de certa inércia mental.

Uma causa tida como constante nestes casos é “o dar demais e receber pouco”, dizem os especialistas. Pode advir de uma entrega excessiva ou das próprias tarefas rotineiras.

Costuma-se verificar que o esgotamento pode até ser por dedicarmos pouco tempo a nós mesmos ou porque recebemos pouco carinho de quem nos cerca.

Este esgotamento é como se houvesse um sensor em nosso cérebro avisando que algo não está bem.

O mais comum nestes momentos é a perda de energia, irritabilidade, insônia, perda de motivação, falhas de atenção e raciocínio lento.

Períodos de situações estressantes provocam as reações acima mencionadas; não podendo deixar de comentar que pessoas que tem mania de perfeição, dificuldades em compartilhas tarefas, hipersensibilidade emocional e os que não conseguem relaxar de seus afazeres, são pessoas mais suscetíveis a esta situação.

Finalmente, para logramos êxito e sair do esgotamento é necessário o descanso, estabelecer prioridades, ser menos exigente consigo, viver com mais leveza e principalmente buscar um espaço que seja só seu para poder conectar-se apenas com as suas necessidades.

Thursday, April 12, 2018

DENGUE

Pós o período das chuvas volta a ameaça da dengue e outras doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti.

É importante a conscientização para prevenção, pois prevenir é a forma mais eficiente de se imunizar.

Monitore rigorosamente os locais onde as fêmeas do mosquito podem depositar seus ovos, neutralizando a perigosa ameaça.