Sunday, December 04, 2016

  Que sentido, que valor imprimimos a nossa ação? Somos seres incapazes de contemplar ou tomar conhecimento do que cotidianamente fazemos de nossas vidas. Por que fazemos o que fazemos?  Por que levamos a vida que levamos?   Ora queremos um novo emprego; ora queremos um novo amor; ora queremos um novo carro; ora queremos uma nova casa. Os homens sempre estão em busca de dinheiro, poder, notoriedade ou divertimentos. Logo que realizam um desejo, surge outro desejo. Nunca estão satisfeitos. Passam a vida buscando bens materiais ou bens simbólicos. São eternamente inquietos. São governados por um querer cego e irracional.  Numa primeira análise,  somos levados a crer que o único objetivo da vida humana é destruir a própria solidão. Eles não conseguem ficar sozinhos, precisam sempre de agitação. Estão sempre em busca de algo.  Envolvem-se em tarefas arriscadas e difíceis; envolvem-se em projetos, conflitos ou conquista que, muitas vezes, lhes trazem infelicidade. Não suportam o silêncio ou  estar consigo mesmos. Precisam do barulho, do ruído e da agitação. São incapazes de desligar a televisão ou o rádio quando estão sozinhos em casa. Fogem da solidão como o Diabo foge da cruz. Pascal no século XVII já havia pensado sobre esse problema. Para ele,  as pessoas são agitadas, pois não conseguem ficar consigo mesmas, são incapazes de refletirem sobre sua condição miserável e mortal. Não querem refletir sobre sua condição humana, permeada pela dor, dissolução e morte, nada os pode consolar.
          Como sugeriu Platão, o nosso espírito é uma caverna, o que falta ao homem é eternidade.  Os indivíduos são seres vazios. Vivem na busca de preencher seu mundo interior com algum entretenimento ou com algum objeto.  Todo seu sentido interno se expressa pelo sensível e pelo concreto. Buscam preencher sua interioridade com todo tipo de banalidades. O sistema capitalista serviu muito bem a esse propósito. Esse sistema ofereceu ao homem um mundo de entretenimentos, prazeres e objetos para que ele possa preencher seu vazio interior. É por isso que o capitalismo sobreviveu, é por isso que ele se perpetuou. Ele impediu que o homem encarasse o vazio descomunal de sua interioridade.
        Mas,  por que o homem temeria tanto olhar para o seu vazio interior? Por que ele foge de si mesmo?  O ser humano não é um átomo, um ser fixo, acabado, pronto e estável. Não existe uma natureza humana fixa, dado a priori. Ele vem ao mundo como uma tabula rasa, como uma folha em branco.  Ele só se torna algo a partir daquilo que ele faz de si mesmo. Ele é um ser determinado pelas circunstâncias, pelas contingências da vida, condicionado no interior das práticas sociais por sua cultura. Significa dizer que ele não é nada. É um ser inacabado. É um ser vazio. O objetivo da vida, portanto, é exatamente preencher esse vazio, esse nada, que é a pura essência humana.  Não há uma finalidade para vida, a não ser a morte, o Nada.
          As pessoas não querem se dar conta que o Nada está inscrito em nossa própria carne e em nossa própria alma. O Nada surge diante do homem aniquilando todas as coisas que os rodeiam,  aniquilando o próprio EU.  É o Nada que retira todo o sentido da vida. Somos seres para a morte. A descoberta do “Nada” da vida humana levaria o homem a reconhecer que a existência é um acidente, é algo casual e efêmero, e que o amanhã não poderá mais existir. O homem recusa a encarar a verdade. Já dizia Sócrates, conheça-te a ti mesmo. O conhecimento de si mesmo implica em reconhecermos a nossa própria  finitude.  É o Nada, que está em nosso interior e que não somos capazes de encarar, que nos aniquilará.   O que falta ao homem é consciência de sua facticidade.  Estamos lançados no mundo como um barco sem rumo. A imanência nas coisas nos tira a consciência de nossa condição finita e nos condena a banalidade da vida cotidiana. É somente a consciência de nossa condição finita, é somente a consciência do Nada, que nos permite transcender e reavaliarmos nossa própria vida e comportamento, dando sentido e significados ela.


               Vivemos numa época de incerteza, de insegurança e de superficialidade. Temos dificuldade em entender nossa própria experiência social e não conseguimos nos dar conta da relação que há entre nossas vidas e as forças que nos subjulgam. Não percebemos que nossos dramas, conflitos, medos, frustrações são em grande parte causados pelos valores de nossa sociedade ou pelas estruturas sociais que nos governam. Por causa disso, não temos uma experiência bem definida das nossas próprias necessidades, não sabemos o que sentimos ou o que verdadeiramente queremos.  Todos os dias os indivíduos acordam cedo, vão para o trabalho, almoçam com os mesmos colegas, compartilham as mesmas experiências. Quando voltam do trabalho para casa, conversam sobre os mesmos assuntos, fazem as mesmas atividades e assistem aos mesmos programas de televisão. Aos finais de semana,  buscam as mesmas agitações e divertimentos.  Eles são incapazes de perceber que possuem uma vida fragmentada, muitas vezes degradada pelo cotidiano da labuta, das transformações econômicas e do consumo.  Estão sempre em movimento, em busca de um objetivo ou desejo insuflado pela sociedade. Apegam-se à verdades, valores ou regras externas que não escolheram conscientemente. Como se o mundo tivesse um sentido ou um significado dado a priori. São seres despersonalizados pela cultura. Seguem padrões. Vivem numa Matrix, incapazes de separar a consciência da realidade. São incapazes de contemplar seu mundo interior. São incapazes de reconhecer o Nada e darem sentido a suas próprias vidas. Como diz Montaigne, “meditar sobre a finitude é meditar sobre a liberdade”.

Friday, December 02, 2016

BENEFÍCIOS DA MATURIDADE

A gente não mais se estressa por arranhões no carro, nem fica bravo com o vizinho por causa da música alta e nem lamenta quando esquece algo em casa.

Passamos a compreender que em um minuto o imponderável acontece.

E a gente fica a observar que  relacionamentos ainda  se desfazem por qualquer besteira. Discriminamos o outro pela cor da pele, classe social, peso corporal e preferência sexual. A vaidade exacerbada anda em alta. Salários altos ou a importância litúrgica do cargo exercido aguçam a suposta supremacia sobre o outro.

Eis que senão quando, nos surgem as tragédias mundo afora - terrorismo, tsunami, assassinatos, acidentes, corrupção e tantas outras mazelas. Se as tragédias e dificuldades não servirem, pelo menos, para possamos rever nossos princípios e valores, aí realmente a insensatez humana será vencedora. 


Até quando vamos nos agredir desnecessariamente?


Quando homem dar-se-á conta de que o dinheiro é a única medida que nunca se completa ?


E esse querer cego e irracional por bens materiais que nos priva da generosidade, até quando ?


E a inquietude cotidiana por um novo carro, por uma bela casa, por dinheiro, por notoriedade, até onde meu Deus ?


E assim, vamos nos agredindo, machucando-nos por ninharias.

Na verdade queimamos a nossa energia por coisas pelas quais não temos controle, como amor não correspondido, uma infelicidade em exame escolar ou algum desentendimento no emprego.

E a reflexão tonar-se inevitável :


Quanto tempo nos resta para desfazer aquele mal entendido ?


As vezes choro por mim e por tantas pessoas que como eu não dão o devido valor à dádiva de estar vivo.


Não nos agarremos à rotina materialista, como se o dinheiro fosse passaporte para a felicidade.


E aí então necessário perceber que a paz está comigo...e que devemos dizer a quem amamos o quanto é importante em nossa vida, pois Deus está nos dando esta oportunidade todos os dias.


Gaste seu tempo com o que vale a pena, ele não volta.
Valorizemos as pessoas de nossa família, muitos se vão sem deixar um "tchau"; de repente, não mais que de repente. 


Posso discordar, mas não guerrear...
Posso mudar, mas não exigir isso do outro.
Posso privilegiar-me da espiritualidade, sem precisar alardear o mundo.
Posso re
nunciar, sem o prejuízo da renúncia onerar o outro.
É justo o meu sonho, sem contudo desmerecer o sonho do outro.
Posso não saber toda verdade, sem me apropriar das dúvidas que não me pertencem.
Devo amar, sem esperar
que a troca seja obrigatória.


Ita Portugal

Vamos distribuir "parabéns", "obrigado", "durma bem", "boa noite".

Não percamos mais tempo.

FORTALEÇAMO-NOS EM NOSSAS FRAGILIDADES.

Thursday, December 01, 2016

ESPERA E FÉ

"Cada um pede conforme espera, e cada um espera conforme crê."

NOSSOS CUMPRIMENTOS A TODOS

(Nominar separadamente, se for o caso, as autoridades presente)

Primeiramente desejamos agradecer a todos os pratianos que nos deram  a oportunidade de trabalhar pelo nosso Município, agindo como parceiros e amigos no cumprimento de nossas tarefas.

Neste momento de despedida também fica a amizade de todos os funcionários da Prefeitura e dos Vereadores, independente de questões partidárias.

Aprendemos muito com todos vocês durante estes últimos oito anos. Deixamos o cargo, mas continuamos imbuídos dos propósitos e das convicções, na certeza de que todas ações políticas visam garantir uma melhoria de condições de vida para todos os moradores de nossa Cidade.

Optamos, durante o nosso período na administração, por respeitar sempre o cidadão, se tivemos falhas e ficamos em falta  com alguém, é porque o Prefeito, muitas vezes, esbarra na ausência de recursos financeiros, nas proibições das leis; enfim, em seus próprios limites; razão pela qual  ora solicitamos nossas desculpas.

Também nesse momento passo às mãos do Senhor Prefeito as chaves da Prefeitura e uma pasta com todas as certidões negativas de débitos, podendo a nova administração a partir de amanhã, lutar por verbas e convênios pois a situação do Município está perfeitamente legal perante a todos os órgãos públicos.

Deixamos também a nossa mensagem de que estaremos disponíveis, a qualquer momento, para prestar todos e quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários ao novo comando do Município.

Desejamos ao Prefeito, Vice-Prefeito, Vereadores e novos Secretários todo sucesso necessário para que nossa Terra continue progredindo sempre mais, mantendo-nos unidos e serenos, dentro do espírito familiar e democrático como é do feitio do povo pratiano.

E, por fim,

Lembrem-se ... Fiquem Sempre com Deus!

FERNANDO ROLLA

Wednesday, November 30, 2016

CONVITE

"Muitas vezes, a vida não convida, mas intima a atualizações necessárias para nosso próprio progresso"

Tuesday, November 29, 2016

LAURA MELLO

"Cansei .
Sentei ..
Zerei ...
Porque as vezes é precisar zerar tudo.
Fazer uma faxina na mente, no coração e na alma.
Zerar, limpar, deixar tudo, tudinho mesmo, sem nada.
Gavetas vazias, armários vazios, cama desnuda, quarto desocupado.
Às vezes é preciso retirar tudo de dentro daquilo que estava desarrumado.
Em seguida é só filtrar.
Só deixar entrar e se alojar, apenas o que nos impulsionar para frente.
Isso vai de objetos, acontecimentos, sentimentos e principalmente: GENTE!"
Laura Mello

EDUCAÇÃO É TUDO

Não me cansarei de dizer que a lei de ação e reação serve para tudo nessa vida.
Se você não trata bem a uma pessoa, pode ser seu pai ou sua mãe, fique certo que estará proporcionando um distanciamento ou um silêncio em relação a você.
Ninguém está disponível para receber deselegância o tempo todo ...

VIVER É PERIGOSO

“Viver é perigoso? Então com sua licença! Não tenho medo. Nasci assim, encantada pela vida...”
Clarice Lispector

Monday, November 28, 2016

LIVRO FELICIDADE


"Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par e não ímpares? Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo as expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com namorado, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor próprio." (Extraído do livro Felicidade Crônica de Martha Medeiros. )

Sunday, November 27, 2016

TOCANDO EM FRENTE




Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei
Ou nada sei

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz


LEI DA AÇÃO E REAÇÃO

Em pesquisa recente o IBGE detectou que a cada quatro casamentos, um acaba em divórcio. Alguns estudiosos buscam identificar as principais causas dos divórcios. Segundo eles, são vários, mas uma em especial  me motivou a escrever este texto: A paternidade. Após o nascimento do primeiro filho, a distância entre os casais tende a aumentar.
Podemos avaliar muitas coisas a partir desta informação: Casais que não estão maduros  para assumir a paternidade, aumento das despesas, diminuição do tempo de descanso, das horas de sono, do interesse um no outro e também dificuldade de se encontrarem em seus novos papéis.
Pense comigo: Você acha que o amor pelo filho substitui o amor ao marido? Ou ainda se o amor pelo marido diminui porque passamos a amar nossos filhos? Infelizmente, isso tem acontecido, mas, entenda, são diferentes  tipos de amor. Conheço algumas mulheres que tem tido dificuldade em separar as coisas. Elas se envolvem muito com os bebês, ficam cansadas e esquecem do marido, deixam de fazer muitas coisas que, para eles e para o casamento, são importantes.
Um amor não substitui o outro, mas o amor pode esfriar, diminuir e ficar tão brando que um dia passa a não fazer diferença estar na companhia um do outro, dormir juntos, ver um filme ou orar em concordância. Se você tem que fazer uma sopinha para seu filho faz com amor, mas, se o marido pede um café “fora de hora”, você já torce o nariz e nem sempre faz com aquela alegria do começo, quando além do café ainda servia um pãozinho ou biscoitos.
E o marido passa a ser como aquele quadro que você tem em casa, mas devido a correria do dia a dia, passa a nem percebê-lo tanto. Sei que parece uma comparação forte ou até estranha, mas é assim que acontece. As brigas ficam corriqueiras e você mulher, que precisa de amor e atenção, e tem uma necessidade diferente da necessidade dos homens, passa a encontrar nos seus filhos o refúgio para ser amada.
Organize sua mente, seus sentimentos e necessidades. Só precisamos encaixar nossos papéis, de esposa e mãe, separar um tempinho para cada um, tempo para você, para as coisas da casa, um tempo para os filhos e um tempo para seu esposo, aquele que deve ser o seu companheiro, amigo e parceiro.
Não me cansarei de dizer que a lei de ação e reação serve para tudo nessa vida, ame e será amada, de atenção e receberá atenção, dê carinho e também o receberá. Seja persistente e organizada e ame cada um com o amor que lhes é devido.
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu (…) Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar” (Eclesiastes 3. 1, 5)