Chega uma fase da vida em que o querer se transforma.
Não é desistência — é entendimento.
A maturidade vai acendendo luzes onde antes havia dúvidas, e, pouco a pouco, aprendemos a enxergar o que realmente sustenta nossa paz.
Percebemos quem faz questão de ficar, quem soma presença de verdade, e quem apenas ocupa espaço que já não nos serve.
A vida começa a falar mais baixo e mais claro, e a gente finalmente aprende a ouvir.
O coração, tão calejado e tão sábio, encontra seu próprio jeito de escolher caminhos mais leves.
Ele avisa, alerta, mostra.
E quando a gente respeita esses sinais, descobre que a paz não é um lugar distante — é uma decisão íntima.
Porque amadurecer é isso:
parar de insistir no que cansa
e começar a cultivar o que acalma.
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Selma de Oliveira